Porque o sapo não lava o pé, segundo vários intelectuais

Quando eu li o título deste texto em minha caixa de emails, achei que fosse mais um spam e quase o apaguei. Mas, por algum motivo, fui ler um trecho e percebi que era algo muito engraçado e criativo. Uma espécie de piada cult (e para poucos, é verdade! ). Alguns  trechos poderiam ser usados em sala de aula, como atividade. Mas vale mesmo como descontração…

POR QUE O SAPO NÃO LAVA O PÉ?

Explicações de vário estudiosos…

Olavo de Carvalho: O sapo não lava o pé. Não lava porque não quer. Ele mora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer e ainda culpa o sistema, quando a culpa é da PREGUIÇA. Este tipo de atitude é que infesta o Brasil e o Mundo, um tipo de atitude oriundo de uma complexa conspiração moscovita contra a livre-iniciativa e os valores humanos da educação e da higiene!

Karl Marx: A lavagem do pé, enquanto atividade vital do anfíbio, encontra-se profundamente alterada no panorama capitalista. O sapo, obviamente um proletário, tendo que vender sua força de trabalho para um sistema de produção baseado na detenção da propriedade privada pelas classes dominantes, gasta em atividade produtiva alienada o tempo que deveria ter para si próprio. Em conseqüência, a miséria domina os campos, e o sapo não tem acesso à própria lagoa, que em tempos imemoriais fazia parte do sistema comum de produção.

Friedrich Engels: isso mesmo.

Michael Foucault: Em primeiro lugar, creio que deveríamos começar a análise do poder a partir de suas extremidades menos visíveis, a partir dos discursos médicos de saúde, por exemplo. Por que deveria o sapo lavar o pé? Se analisarmos os hábitos higiênicos e sanitários da Europa no século XII, veremos que os sapos possuíam uma menor preocupação em relação à higiene do pé – bem como de outras áreas do corpo. Somente com a preocupação burguesa em relação às disciplinas – domesticação do corpo do indivíduo, sem a qual o sistema capitalista jamais seria possível – é que surge a preocupação com a lavagem do pé. Portanto, temos o discurso da lavagem do pé como sinal sintomático da sociedade disciplinar.

Max Weber: A conduta do sapo só poderá ser compreendida em termos de ação social racional orientada por valores. A crescente racionalização e o desencantamento do mundo provocaram, no pensamento ocidental, uma preocupação excessiva na orientação racional com relação a fins. Eis que, portanto, parece absurdo à maior parte das pessoas o sapo não lavar o pé. Entretanto, é fundamental que seja compreendido que, se o sapo não lava o pé, é porque tal atitude encontra-se perfeitamente coerente com seu sistema valorativo – a vida na lagoa.

Friedrich Nietzsche: Um espírito astucioso e camuflado, um gosto anfíbio pela dissimulação – herança de povos mediterrâneos, certamente – uma incisividade de espírito ainda não encontrada nas mais ermas redondezas de quaisquer lagoas do mundo dito civilizado. Um animal que, livrando-se de qualquer metafísica, e que, aprimorando seu instinto de realidade, com a dolcezza audaciosa já perdida pelo europeu moderno, nega o ato supremo, o ato cuja negação configura a mais nítida – e difícil – fronteira entre o Sapo e aquele que está por vir, o Além- do-Sapo: a lavagem do pé.

John Locke: Em primeiro lugar, faz-se mister refutar a tese de Filmer sobre a lavagem bíblica dos pés. Se fosse assim, eu próprio seria obrigado a lavar meus pés na lagoa, o que, sustento, não é o caso. Cada súdito contrata com o Soberano para proteger sua propriedade, e entendo contido nesse ideal o conceito de liberdade. Se o sapo não quer lavar o pé, o Soberano não pode obrigá-lo, tampouco recriminá-lo pelo chulé. E ainda afirmo: caso o Soberano queira, incorrendo em erro, obrigá-lo, o sapo possuirá legítimo direito de resistência contra esta reconhecida injustiça e opressão.

Immanuel Kant: O sapo age moralmente, pois, ao deixar de lavar seu pé, nada faz além de agir segundo sua lei moral universal apriorística, que prescreve atitudes consoantes com o que o sujeito cognoscente possa querer que se torne uma ação universal.

Nota de Freud: Kant jamais lavou seus pés.

Sigmund Freud: Um superego exacerbado pode ser a causa da falta de higiene do sapo. Quando analisava o caso de Dora, há vinte anos, pude perceber alguns dos traços deste problema. De fato, em meus numerosos estudos posteriores, pude constatar que a aversão pela limpeza, do mesmo modo que a obsessão por ela, podem constituir-se num desejo de autopunição. A causa disso encontra-se, sem dúvida, na construção do superego a partir das figuras perdidas dos pais, que antes representavam a fonte de todo conteúdo moral do girino.

Carl Jung: O mito do sapo do deserto, presente no imaginário semita, vem a calhar para a compreensão do fenômeno. O inconsciente coletivo do sapo, em outras épocas desenvolvido, guardou em sua composição mais íntima a idéia da seca, da privação, da necessidade. Por isso, mesmo quando colocado frente a uma lagoa, em época de abundância, o sapo não lava o pé.

Soren Kierkegaard: O sapo lavando o pé ou não, o que importa é a existência.

George Hegel: podemos observar na lavagem do pé a manifestação da Dialética. Observando a História, constatamos uma evolução gradativa da ignorância absoluta do sapo – em relação à higiene – para uma preocupação maior em relação a esta. Ao longo da evolução do Espírito da História, vemos os sapos se aproximando cada vez mais das lagoas, cada vez mais comprando esponjas e sabões. O que falta agora é, tão somente, lavar o pé, coisa que, quando concluída, representará o fim da História e o ápice do progresso.

Auguste Comte: O sapo deve lavar o pé, posto que a higiene é imprescindível. A lavagem do pé deve ser submetida a procedimentos científicos universal e atemporalmente válidos. Só assim poder-se-á obter um conhecimento verdadeiro a respeito.

Arthur Schopenhauer: O sapo cujo pé vejo lavar é nada mais que uma representação, um fenômeno, oriundo da ilusão fundamental que é o meu princípio de razão, parte componente do principio individuationis, a que a sabedoria vedanta chamou “véu de Maya”. A Vontade, que o velho e grande filósofo de Königsberg chamou de Coisa-em si, e que Platão localizava no mundo das idéias, essa força cega que está por trás de qualquer fenômeno, jamais poderá ser capturada por nós, seres individuados, através do princípio da razão, conforme já demonstrado por mim em uma série de trabalhos, entre os quais o que considero o maior livro de filosofia já escrito no passado, no presente e no futuro: “O mundo como vontade e representação”.

Aristóteles. O [sapo] lava de acordo com sua natureza! Se imitasse, estaria fazendo arte . Como [a arte] é digna somente do homem, é forçoso reconhecer que o sapo lava segundo sua natureza de sapo, passando da potência ao ato. O sapo que não lava o pé é o ser que não consegue realizar [essa] transição da potência ao ato.

Platão:

Górgias: Por Zeus, Sócrates, os sapos não lavam os seus pés porque não gostam da água!

Sócrates: Pensemos um pouco, ó Górgias. Tu assumiste, quando há pouco dialogava com Filebo, que o sapo é um ser vivo, correto?

Górgias: Sou forçado a admitir que sim.

Sócrates: Pois bem, e se o sapo é um ser vivo, deve forçosamente fazer parte de uma categoria determinada de seres vivos, posto que estes dividem-se em categorias segundo seu modo de vida e sua forma corporal; os cavalos são diferentes das hidras e estas dos falcões, e assim por diante, correto?

Górgias: Sim, tu estás novamente correto.

Sócrates: A característica dos sapos é a de ser habitante da água e da terra, pois é isso que os antigos queriam dizer quando afirmaram que este animal era anfíbio, como, aliás, Homero e Hesíodo já nos atestam. Tu pensas que seria possível um sapo viver somente no deserto, tendo ele necessidade de duas vidas por natureza,ó Górgias?

Górgias: Jamais ouvi qualquer notícia a respeito.

Sócrates: Pois isto se dá porque os sapos vivem nas lagoas, nos lagos e nas poças, vistos que são animais, pertencem e uma categoria, e esta categoria é dada segundo a característica dos sapos serem anfíbios.

Górgias: É verdade.

Sócrates: precisando da lagoa, ó Górgias meu caro, tu achas que seria o sapo insano o suficiente para não gostar de água?

Górgias: não, não, não, mil vezes não, Ó Sócrates!

Sócrates: Então somos forçados a concluir que o sapo não lava o pé por outro motivo, que não a repulsa à água

Górgias: de acordo

Diógenes, o Cínico: Dane-se o sapo, eu só quero tomar meu sol.

Parmênides de Eléia: Como poderia o sapo lavar os pés, ó deuses, se o movimento não existe?

Heráclito de Éfeso: Quando o sapo lava o pé, nem ele nem o pé são mais os mesmos, pois ambos se modificam na lavagem, devido à impermanência das coisas.

Epicuro: O sapo deve alcançar o prazer, que é o Bem supremo, mas sem excessos. Que lave ou não o pé, decida-se de acordo com a circunstância. O vital é que mantenha a serenidade de espírito e fuja da dor.

Estóicos: O sapo deve lavar seu pé de acordo com as estações do ano. No inverno, mantenha-o sujo, que é de acordo com a natureza. No verão, lave-o delicadamente à beira das fontes, mas sem exageros. E que pare de comer tantas moscas, a comida só serve para o sustento do corpo.

Descartes: nada distingo na lavagem do pé senão figura, movimento e extensão. O sapo é nada mais que um autômato, um mecanismo. Deve lavar seus pés para promover a autoconservação, como um relógio precisa de corda.

Nicolau Maquiavel: A lavagem do pé deve ser exigida sem rigor excessivo, o que poderia causar ódio ao Príncipe, mas com força tal que traga a este o respeito e o temor dos súditos. Luís da França, ao imperar na Itália, atraído pela ambição dos venezianos, mal agiu ao exigir que os sapos da Lombardia tivessem os pés cortados e os lagos tomados caso não aquiescessem à sua vontade. Como se vê, pagou integralmente o preço de tal crueldade, pois os sapos esquecem mais facilmente um pai assassinado que um pé cortado e uma lagoa confiscada.

Jacques Rousseau: Os sapos nascem livres, mas em toda parte coaxam agrilhoados; são presos, é certo, pela própria ganância dos seus semelhantes, que impedem uns aos outros de lavarem os pés à beira da lagoa. Somente com a alienação de cada qual de seu ramo ou touceira de capim, e mesmo de sua própria pessoa, poder-se-á firmar um contrato justo, no qual a liberdade do estado de natureza é substituída pela liberdade civil.

Max Horkheimer e Theoror Adorno: A cultura popular diferencia-se da cultura de massas, filha bastarda da indústria cultural. Para a primeira, a lavagem do pé é algo ritual e sazonal, inerente ao grupamento societário; para a segunda, a ação impetuosa da razão instrumental, em sua irracionalidade galopante, transforma em mercadoria e modismo a lavagem do pé, exterminando antigas tradições e obrigando os sapos a um procedimento diário de higienização.

Antonio Gramsci: O sapo, e além dele, todos os sapos, só poderão lavar seus pés a partir do momento em que, devido à ação dos intelectuais orgânicos, uma consciência coletiva principiar a se desenvolver gradativamente na classe batráquia. Consciência de sua importância e função social no modo de produção da vida. Com a guerra de posições – representada pela progressiva formação, através do aparato ideológico da sociedade civil, de consensos favoráveis – serão criadas possibilidades para uma nova hegemonia, dessa vez sob a direção das classes anteriormente subordinadas.

Norberto Bobbio: existem três tipos de teoria sobre o sapo não lavar o pé. O primeiro tipo aceita a não-lavagem do pé como natural, nada existindo a reprovar nesse ato. O segundo tipo acredita que ela seja moral ou axiologicamente errada. A terceira espécie limita-se a descrever o fenômeno, procurando uma certa neutralidade.

Liberal de Orkut (esse indivíduo cada vez mais anônimo): o sapo não lava o pé por ser um indivíduo liberto da opressão estatal. Mas qualquer coisa é só arrumar um emprego público e utilizar o lavado do Leviatã!

SOBRE SEU AUTOR:

Depois de quase seis meses que este texto foi publicado neste blog e com mais de 40 mil acessos, uma leitora nos revelou, finalmente, quem é o autor deste texto. Como disse na apresentação, eu o recebi por email e na época estava assinado como “autor desconhecido”. Agora sei que esse texto é de Carlos Frederico Pereira da Silva Gama e foi publicado pela primeira vez no site Usina de Letras. Agradeço a contribuição da leitora Luciana.

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178 respostas a Porque o sapo não lava o pé, segundo vários intelectuais

  1. Anónimo diz:

    o sapo não pode lavar as patas porque vai levar porrada dos patos

  2. matheus diz:

    olavo de carvalho? estudioso? uashasuhasuashuashsauhsa

  3. Seria até bom se fosse apenas o fato de que “o sapo não lava o pé porque não quer”. O pior é que junto com isso também “e sepe né leve e pé perqué né qué”, “i sipi ni livi i pi pirqui ni qui”, “o sopo no lovo o pó porquo no quó” e “u supu nu luvu u pú purqu nu cú”. A esperança no sapo está mesmo acabando…

  4. Para mim o sapo só vai mesmo lavar os pés quando se desencantar e se tornar um príncipe! Dá-lhe beijos, Cinderela!

  5. Francisco Marques Poeta diz:

    Bom. Creio que os sapos não lava os pés porque, ao contrário do que acontece com os humanos, seus pés já são limpos por natureza.

    • Francisco Marques Poeta diz:

      Ou será que os sapos também são alienáveis como os homens. A maioria absoluta dos homens fazem de tudo, ate se tornam medíocres só para imitar sua espécie humana. Será que os sapos fazem o mesmo não lavando os pés para também imitar sua espécie?

  6. Ricardina diz:

    Sua origem é francesa: ao invés de lavar o pé, prefere usar Chanel 5.

  7. Anónimo diz:

    Acho que CAETANO VELOSO diria: “A lagoa é linda, o sapo é lindo…. e aNalisando a natureza e a essência do sapo, afirmaria que, ao contrário do que muitos pensam o sapo lava o pé e cuida da sua higiene e aparência sempre que precisa tomar o trem nos trilhos urbanos,,, ou não!

  8. maria jose diz:

    acho que ele está esperando ser beijado por uma linda donzela!
    … fêz uma promessa!

  9. Valdemir Meira dos Santos diz:

    Eu entendo que o sapo não lava o pé é realmente porque não quer. Quanto ao chulé: quem deveria estar mais incomodado era ele próprio.

  10. Pingback: porque o sapo nao lava o pé | linkssites

  11. Fátima Nogueira diz:

    Eu ví o sapo na beira do rio de camisa verde a tremer de frio. A mulher do sapo foi quem me falou que o marido dela era professor…
    Diante da crise econômica, dos baixos salários, acabou mudando para a lagoa e em sinal de protesto querendo mostrar ao mundo sua indignação com as injustiças sociais não lavará os pés ou patas como preferem àqueles que sufocaram sua criança interior e não conseguem enxergar os pés do anfíbio como toda criança que aprende as musiquinhas.

  12. Grazielle diz:

    Será que alguém chegou a considerar que o sapo não lava o pé porque não tem pés?

  13. - Analisando melhor, e sobre o prisma dos meus autores preferidos diria:
    ,
    Creio que o sapo, na verdade representa uma figura de metáfora, que não lava o pé por estar em depressão, e sem vontade de viver, não tem nenhuma de preocupado com hábitos de higiene. É evidente que este sapo representa a METAMORFOSE de um homem a alguma coisa mais próximo da perereca. diria Franz Kafka.
    Porem pode SER A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER que leva o sapo a não estar nem ai para o pé quando temos tanta coisa acontecendo na cabeça. Milan Kundera. diria ainda, se o sapo é a imagem e semelhança de Deus. Deus tem cu?
    Por fim meu ultimo convidado, uma vez que Luiz Fernando Veríssimo, não pode vir. é o senhor José Saramago. Não creio, embora ache que tentar convencer alguém é uma ofensa a inteligencia, penso que esta porra de sapo que não lava o pé, é um ENSAIO A CEGUEIRA, uma alegoria para dizer que não enxergamos a vida com a razão. Enfim é um bofetão na cara da sociedade.

  14. luis lucas alface diz:

    sinceramente, a auto-alienacao do sapo e o que lhe faz com que nao lave seus proprios pes e muito menos as dos outros, pois a sua mente, a sua consciencia e a sua autodeterminacao estao que nem um homem-massa que nao se esforca pra sair da minoridade e se contenta em ser igual a todos… mas qual e o liquido ideal pra que se use na lavagem dos seus pes de forma coerciva?

  15. José Augusto de Faria diz:

    - O texto explica o pensamento, sobre um sapo que não lava o pé, de muitos pensadores, porem nada é dito sobre a canção. Obvio que o sapo não lava o “pé” , apenas porque não “qué” .
    A rima, simplesmente porque rima, não é atoa que mora da lagoa. Na boa, me deu saudades do tempo que minha filha era criança.

  16. Anónimo diz:

    Em tempos de redes sociais, o sapo lava o pé e posta no Facebook cada passo da lavagem: ‘lavando os pés’, ‘enxugando os pés’, ‘pés limpos’. E tem um milhão de curtidas em cada uma.

  17. Sérgio Ferreira diz:

    Afinal, alguém sabe o endereço desse sapo?

  18. Eder Carneiro diz:

    eu tive um sonho! um sonho em que todos os sapos, de todas as cores, podiam lavar os pés!

  19. Considerando a natureza do sapo, em morar na lagoa, este não lava o pé pelo fato de estar sempre lavado e lavando. Contudo, venho acrescentar uma questão imprescíndivel quanto à importância de cuidar os pés, pois como é destacado a importância de lavá-los, penso que na verdade o sapo não seca os pés e com isso, provavelmente sofra de frieiras e outras patologias causadas pela umidade que juntamente com o calor se prolifera. O sapo não cuida do pé, porque não quer, e por viver lá na lagoa, não seca o pé e dá chulé!:)

  20. tiagobarufi diz:

    Forçou apenas ao chamar Olavoi de Carvalho de ~intelectual~

  21. EDER JURANDIR CARNEIRO diz:

    Pierre Bourdieu: seria preciso considerar a “lagoa” (designação estenográfica que, hoje integrada ao senso comum de uma certa geografia de senso comum, mas que, até o século XII, designava, de forma precisa, apenas e tão-somente aquilo que a gentry – evidentemente orientada pelas disputas simbólicas intrínsecas à classe dominante; ela mesma, diga-se, um verdadeiro campo de lutas) considerava como águas de seu domínio, como um sistema de distribuição de capitais ou recursos batráquios. Seria ainda preciso considerar as crenças – profundamente incorporadas, na forma de habitus – que, estando na base da illusio que comanda o investimento no “existir na lagoa”, inscrevem-se na própria doxa do campo da lagoa, fazendo com que vigore a interdição de não lavar o pé (verdadeira censura tácita, conluio objetivo entre os sapos mais rivais).

  22. Anónimo diz:

    Manuel Bandeira diria: O sapo não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O sapo, meu Deus, era um homem.

  23. Gelmirez diz:

    O SAPO NÃO LAVA OS PÉS, PORQUE É PORCO…

  24. Luan Oliveira diz:

    Émile Durkheim: o sapo não lava o pé porque o fato social, a saber, a lavagem do pé, se encontra na sociedade do referido sapo, em condição patológica, nessa perspectiva, a patologia social, nesse momento de crise, permite que o sapo não sinta a coerção fundamental dos fatos sociais, no entanto, quando a sociedade voltar a sua normalidade média, o fato social voltará a se manifestar e o sapo lavará o pé na lagoa.

  25. Sílvia Gomes diz:

    Walter Benjamim diria quanto magia poderia existir nesse ato ” do sapo lavar os pés” más esse pequeno batráquio não os tem,dependendo de sua região será que tem água nessa lagoa,quantos ensaios faríamos para entender essa situação deverás complexa e magica,E ai encontrando com Jânio Quadros resumiriam no seguinte ” O sapo não lava os pés porque não los tem porque se assim os tivesse lavá-lo-ias” e mais tarde em um ,chá os dois diriam deixa o Sapo , que a lagoa tá quase seca,não tá fácil pra ninguém, olha o povo querendo saber porque que o sapo não lava o pé.As respostas seriam as mais inusitadas, porque com certeza ninguém teve a coragem de perguntar para ele,cada um criou a sua própria “identidade Sapistica Anfibia”e resolveram colocar o coitado do Sapo na roda.e criaram a Sapiologia Sapistica da Lavagem.

  26. Ele é um sapo subversivo!
    Onde já se viu? Todos os sapos lavam o pé. Todos. Menos esse!
    Se fosse no tempo da ditadura militar, ele certamente seria torturado e, se não fosse fuzilado, seria exilado. Isso mesmo! Seria exilado!!
    Sapo mais subversivo, gente! Teimoso, esse sapo… Mora lá na lagoa e não lava o pé porque não quer! Que bichinho mais cabeça dura!!!

    http://www.emmylibra.blogspot.com

  27. O sapo não lava o pé porque é um defensor dos recursos hídricos. Ele disse numa entrevista que deu à CNN que “não lava o pé porque não quer… ser responsável pela escassez de água no planeta”. Faz isso como um manifesto, para chamar a atenção do mundo para a poluição dos rios, a contaminação nas regiões de mineração e nos grandes centros urbanos, e para denunciar o descaso dos governantes a nível mundial para as questões do abastecimento e saneamento básico em todo o planeta. Ele disse também que faz isso em solidariedade aos povos das regiões desérticas da África, que vivem com poucos litros d’água por semana.
    Um grande sapo! Decididamente, um grande sapo. Um exemplo a ser seguido!
    Deveria ganhar um Nobel, esse sábio espécime! ;)

  28. Aqui… Tem alguém que possa chamar esse sapo pra uma entrevista no Jô ou no Abujamra? Talvez ele dê alguma explicação sobre o verdadeiro porquê de não lavar o pé. E, se não der, pelo menos pode cantar, dançar ou fazer qualquer outra coisa que valha a entrevista!

  29. paulo diz:

    …..Ora….o sapo não lava o pé…porque mora na agua…..e se assim o faz…com certeza deve ter suas proprias razões….não cabe a ninguem ficar estudando a vida alheia…quanto mais a espécie alheia….isto parece coisa dos homens….que por pensarem acham que são algo mais….todos vamos acabar do mesmo jeito…..e se duas coisas terminam do mesmo modo….quer dizer….se a mais b eh igual a h……e c mais k tambem eh igual a h…..então homem igual ao sapo….simples assim

  30. Marcos diz:

    Pierre Bourdieu: O sapa não lava o pé devido porque não herdou o capital cultural, posto que sua família encontra-se desprovida do habitus cultural da elite, o que dificulta seu acesso aos espaços e instrumentos próprias da cultura burguesa, incorporada e tomada com validada por todo o conjunto da sociedade, sendo validada pelo processo de exclusão presente no sistema de ensino.

  31. alzira diz:

    o sapo nao lava o pe pq le gosta de criar polemica

  32. Dolores Fender diz:

    O sapo lava o pé sim e para isso usa saponáceo!

  33. Anónimo diz:

    O Sapo prefere usar um álcool gel, que também é bactericida.

  34. ivany soares diz:

    o sapo nao lava o pé, porque pelo efeito da globalizaçao, houve um avanço tao grande nas tecnologias que ele hoje, perdido nas imensas ondas de informaçao, nao se capacitou continuamente em banco de dados para ter memoria a tempo e a hora da forma mais eficaz.

  35. haroldo diz:

    ele não lava o pé por que se desfaria uma camada de secreção em sua pele, e dai o sapo teria psoríaze.ou algo do genêro!

  36. Curti de mais – Comentários muito bons tbm! Vou deixar minha contribuição…

    A Sapo segundo MATRIX:
    O sapo não lava o pé por que descobriu a SAPRIX.O Hacker Sapheus adentrou seu aquanot e o fez acreditar que havia algo errado com a realidade material de lavar os pés. Descobriu que a logoa fazia parte de uma conspiração da SPTRIX para detonar a civilização anfíbia. Imerso na realidade virtual conheceu SapOráculo que disse que ele tinha dom pra salvar a sua espécie e Saprinity com quem acasalou varias vezes na lagoa virtual. Ganhou a guerra do Agente Saposmiht livrando a lagoa da dizimação e dando a possibilidades pra todos seres sapais continuarem lavam seu pés.

  37. Anónimo diz:

    Se o sapo la,var o pé,como vamos cantar a musiquinha milenar pros nossos netos???Era só oque me faltava,já que não posso mais cantar *atirei o pau no gato*,…
    Que mundo!Que tempos!Quantas filosofias,psicologias,pedagogias e tantas *ias*,só por causa de EM SAPO?

  38. Fernando Lima diz:

    Mídia Ninja: Temos evidências de que a PM está se fantasiando de Sapo e não lavando os pés a fim de criminalizar os sapos. Também temos provas de que aquela mochila com meias e sapatos sujos não pertenciam ao sapo.

  39. Anónimo diz:

    Sapo não lava o pé pois não é humano, não é mesa, cadeira ou alface. O que ele lava e com muita frequência são as PATAS(não as fêmeas dos Patos) pois ao morar na lagoa onde provavelmente tem água, esta serve-lhe como uma bela banheira para sua higiene diária, não só das PATAS como também de seu corpo inteiro.

  40. Diogo diz:

    O sapo não lava o pé porque lhe faltou ação comunicativa que lhe permisse construir a verdade sobre a sua própria ação no mundo. Na dúvida, preferiu não agir. (Habermas)

  41. Anónimo diz:

    Pois e…..q mania temos de nos perguntar….poque simplesmente nao perguntamos,ao dono dos pes?kkk

  42. Neka Milke diz:

    na visão da Amélia…aquela que era mulher de verdade…o pobrezinho do Sapo não lava o pé porque desde que inauguraram este condomínio monstruoso aqui na minha vila Santa Terezinha não tem mais água ..nem para lavar o pé , nem a mão, nem a mãe…e sem higiene, sem saneamento…sem SANEP..o sapo vai permanecer na seca.

  43. Neka Milke diz:

    na visão da Amélia..aquela que era mulher de verdade….o Sapo não lava o pé porque desde que construiram este enorme residencial qui na minha Vila Santa Terezinha, não sobra mais água..nem pé, nem louça, nem roupas, nem banho!Sanep…sem saneamento..sem água…sem higiene, sem saúde! Pobre do Sapo!

  44. Ronaldo “Fenômeno”

    Não precisamos de lagoas para o sapo lavar o pé. Não se faz copa com lagoas. Se faz copa com estádios. Nós queremos a copa ou não?

  45. anonimo diz:

    Que saco! Vê-se que não se tem mais nada pra fazer.

    • Bert diz:

      Tem sim, ô anônimo maluco!
      Esqueceu que o sapo AINDA não lavou “os pé”?
      Vai lá e lava, tarado!
      O.o

  46. Fisher diz:

    De acordo com Fisher,
    O sapo não lava o pé. Mas esta observação n é apenas uma realização de um conjunto infinito de uma variável aleatória independente, identicamente distribuída e cuja distribuição é Bernoulliana, isso assumindo que as amostras podem ser obtidas de forma randômica, representativas da população e portanto, não viciadas. Dito isso, o sapo não lava o pé no limite temporal da observação, se quiséssemos inferir qualquer outra informação, ou formular qualquer hipótese, um estudo longitudinal deveria ser feito para analisar as vicissitudes dos seus hábitos higiênicos, modelos empíricos significantes seriam testados e comparados, intervalos de confiança seriam estimados. O porque é irrelevante contanto que possamos prever seu comportamento.

  47. De acordo com Popper, a asserção supracitada, o sapo não lava o pé, é, isoladamente, uma mera inferência, que, para tornar-se um argumento dedutivamente válido, necessita de um enunciado de caráter estritamente universal e das, por assim dizer, condições iniciais – a saber, o modus ponens, da lógica tradicional, Esse argumento condicional pode ser, assim, expresso: se p, então q / p, logo q (se o sapo mora na lagoa, então ele lava o pé. O sapo mora na lagoa, logo, ele lava o pé). De um ponto de vista lógico, não há problema algum, já que as premissas servem de evidência para se inferir a conclusão. O problema começa quando se procura dar a essa questão um tratamento metodológico, tendo em vista que a afirmação de que o sapo mora na lagoa tem caráter indutivo, mas não dedutivo. Sendo assim, o seu grau de legitimidade não é formal e, sim, moral. Ou seja, fundamenta-se na crença de que a natureza é regular, que, em outras palavras, diz o seguinte: mantidas as mesmas condições, os eventos futuros tendem a se comportar como os do passado (o chamado princípio da indução, criticado por Hume, já no século XVIII). Isto posto, nunca podemos confirmar a teoria de que o sapo mora na lagoa e, nesse caso, tenha por hábito lavar o pé (ou mesmo, os pés). Essa teoria, ou qualquer outra que pretenda obter o status de cientificidade, não passa de, quando muito, uma boa hipótese, por resistir aos testes empíricos tencionados a refutá-la. Isso, no entanto, não a credencia a ser tomada como verdadeira, já que ela pode não resistir a testes ulteriores mais rigorosos. Ao que parece, a tese de que o sapo lava o pé porque mora na lagoa, no que concerne ao âmbito epistemológico, nunca será provada, somente refutada (se tivermos sorte) ou corroborada (aceitação provisória, na espera de novos testes para falseá-la). No entanto, nem tudo está perdido. Ela pode funcionar como um projeto metafísico de pesquisa, de modo a suscitar mais investigações e, por conta disso, ampliar o manancial heurístico das ciências empíricas.

  48. Luzia Sueli Munhoz Bortoluzzo diz:

    O sapo não lava o pé porque não é quinta-feira santa e Jesus não está lá. Sinto-me constrangida após tanta filosofação, mas no meu modesto entender, é isso.

  49. Arlenio Paulo diz:

    Após a leitura deste artigo e dos comentários postados, de grande valor científico, resolvi acompanhar e observar o citado indivíduo, o polêmico sapo. Depois de 256 dias, de pesquisa ininterrupta, conclui que: 1) Durante o dia o sapo não lava o pé, ou lava, não sei. Não encontrei nenhum sapo. 2) À noite, o dito cujo, não lava o pé, quando não tem lagoa (Lagoa dos Patos é dos patos, não lhe permitido invadir por não pertencer ao MST). 3) Improvisando-se uma lagoa (rasa, é claro, para evitar que ele se afogue e prejudique a pesquisa), também não lava o pé. 4) Ao se improvisar uma lagoa e junto à esta ligarmos uma lâmpada, lampião, ou qualquer fonte de luz, o nosso querido anfíbio, lentamente (sem dar demonstração de contentamento, talvez por ser anuro), penetra na água e se acomoda, de forma, aparentemente. prazerosa, molhando as patas, no caso, o pé, para se banquetear com os insetos que vêm saudá-lo. Conclusão: Se ele molha o pé, não lava porque não quer. Obs.: participação especial desta pesquisa – o sapo cururu, que não se chama Clóvis.

  50. hyly diz:

    Reblogged this on Step by step and commented:
    Junte as suas notas qui… (opcional)

  51. Diego diz:

    Lamentavelmente faltou a visão feminista:
    “Feministas:
    Sim, o senhor anfíbio tem um enorme problema, a falta de higienização da extremidade do seu membro inferior. Ó, céus, como lidará com tamanha tribulação? O mais grotesco nessa questão é que todas as análises ignoram a gritante ausência da figura da mulher! Enquanto uma mera banalidade da vida do sapo recebe tanta atenção (pelo óbvio fato de se tratar de um indivíduo do sexo masculino), a mulher segue sendo explorada há séculos, o que apenas evidencia a opressão por um sistema de poder perpetuado por uma sociedade patriarcal dominadora e falocêntrica.”

  52. Renzo diz:

    o sapo não lava o pé pq ele possui patas…

  53. Luciano Jaeger diz:

    Aqui em Chapecó, o sapo não lava o pé porque a Casan não permite! Água, somente para alguns humanos!

  54. O sapo não lava o pé, porque o pé e o sapo são o mesmo,não obstante diferentes, são o mesmo, sapo e pé são uma só. Heidgger

  55. Anónimo diz:

    Por acaso alguém se deu ao trabalho de se lembrar de toda a música? Ela por si só responde a pergunta. “…ele mora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer”.

  56. Como Joel Santana Diria:
    ” the sapo no lava foot does not wash because it does not”

  57. Luiz diz:

    Republicou isso em MUNDO CÃOe comentado:
    Junte as suas notas qui… (opcional)

  58. Vécio diz:

    Eu acho que o sapo não lava o pé porque não quer mesmo, e ninguém o vai obrigar a lavar o pé porque ele vive numa sapocracia!

  59. Republicou isso em Nilson Godoie comentado:
    Junte as suas notas qui… (opcional)

  60. Anónimo diz:

    Faltou a análise do Eduardo Suplicy, que, claro, passará pelo Projeto de renda mínima.

  61. Adoramos esse artigo e temos uma sugestão: Como o Brizola diria aqui nos pagos: O sapo não lava o pé porque o “contiudo da lagoa não é do intéresse da sapaiada, tchê “.

  62. Riva diz:

    Excelente! Mas, o senso comum diz que o sapo lava o pé, sim! Essa inverdade, propalada aos quatro ventos, não passa de intriga da oposição!

  63. Anónimo diz:

    O sapo não lava o pé, porque, como dizia jesus, nem só de “pé” vive o sapo!!!!

  64. ricbrsp diz:

    Fico abestalhado como um texto criativo destes rende tantos comentários só por conta do sapo que não lava o pé.
    O problema é do sapo se lava ou não a pata, já que não tem pé, até porque na lagoa da pé até p/ o sapo lavar o pé, mas não lava porque não quer, teimoso do sapo, faz render esta prosa, todo mundo querende explicar, ou até justificar este anfíbio, foi o único que até agora não comentou, por que foi lavar o pé, e acabar de vez com este assunto, ….
    ….. que até eu não resisti, e dei pitaco, tmb.

    • Eliana Xavier diz:

      O comentário do ricbrsp me arrancou umas gargalhadas, estava precisando, sapos à parte essa canção nunca mais será a mesma kkk

    • Anónimo diz:

      o sapo não è sapo e os miseraveis que não è bem aceitos na sociedades,cantando as crianças crescem escluida de enfretar os problemas sociais!

  65. flavio rossi diz:

    CAMUS:
    O sapo não lava o pé porque , como Sísifo, ele precisa de novo rolar a pedra morro acima repetindo esse ato infinitamente.Com os pés secos o esforço é mais eficiente.

  66. Apenas como referência, para quem utilizar o texto em aula principalmente, encontrei esta fonte como original do texto (2006): http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=40775&cat=Artigos&vinda=S

    Autor: (Carlos Frederico Pereira da Silva Gama)

    • Juliana Dantas diz:

      Valeu pela referência, importante divulgar a autoria.

    • Oi Luciana, obrigado por indicar a autoria do texto. Quando o publicamos em 2012 não conseguimos achar uma referencia do autor, pois já o encontramos como anônimo. Vou atualizar o texto com essa informação no seu final. Abraços.

  67. Rita de Cássia Gonçalves diz:

    Paulo Freire: o sapo não lava os pés, porque hospeda o opressor dentro de si. Mas, como sujeito, o sapo tem também sua própria pedagogia, a dos oprimidos. O sapo, ao dar-se conta da opressão, poderá então lavar os pés, libertando-se finalmente do opressor.

    • Arlinda Pereira diz:

      Com uma boa dose de conscientização, o sapo se torna sujeito de sua história e através da educação popular ele faz a leitura do seu mundo, toma consciência da realidade e decide em que lagoa ele quer lavar os pés/patas. Só sei que apesar de estar cercado de lagoas e por estarem todas absolutamente poluídas, as lagoas do Recreio abrigam perigosíssimos jacarés que conseguem sobreviver apesar da extrema poluição, à revelia da ação governamental, diga-se CEDAE, afastando os pobres e inocentes sapos, que até perderam recentemente o privilégio de conviver com a natureza virgem do bosque de Guaratiba, onde o sapo se banqueteava livremente, em terrenos encharcados e que,devido à recente visita do Papa. foram invadidos e desfigurados pelo poder público. Uff!

  68. João Carlos Barreto diz:

    Fernando Henrique Cardoso:
    O sapo não lava o pé? Assim não pode, assim não dá! Quando Sergio Motta disse “Deixa comigo que eu compro o Congresso pra emenda da reeleição”, eu, por exemplo, lavei as mãos! Mas o sapo não lava o pé porque é um vagabundo!

  69. Ricardo Niko Niko diz:

    Eu acredito simplesmente na ideia do sapo ! Ele lava o pé se quiser! Apoiado !!!

  70. Maurício diz:

    Rafinha Bastos: Porra.. por que ele não lava o pé… o que é que me interessa?! O sapo que se foda.. ele mora numa lagoa véio… Deixe ele lá… deixa ele na lama… ele nem pé tem… o bicho tem pata véio.. agora você vai me processar por que a porra do sapo não lava o pé? caralho…

  71. Sonia diz:

    Quem disse que o sapo não lava os pés. Ele MORA na lagoa, logo não precisa lavar os pés porque eles já estão lavados. Ou estaria seca a lagoa?

    • Ele é um sapo subversivo!
      Onde já se viu? Todos os sapos lavam o pé. Todos. Menos esse!
      Se fosse no tempo da ditadura militar, ele certamente seria torturado e, se não fosse fuzilado, seria exilado. Isso mesmo! Seria exilado!!
      Sapo mais subversivo, gente! Teimoso, esse sapo… Mora lá na lagoa e não lava o pé porque não quer! Que bichinho mais cabeça dura!!!

  72. Sonia diz:

    O Sapo não precisa lavar os pés porque estão sempre limpos, afinal ele está sempre com os pés dentro da água na lagoa. Ou a lagoa secou?

  73. Nadja diz:

    ADOREI!!! Excelente… E o fato de algumas pessoas descordarem de um ponto ou outro não tira o mérito do esforço para compor um texto tão interessante. PARABÉNS!

  74. Patricia diz:

    Mas era um sapo ou uma sapa? Lembrando que não se nasce sapa, torna-se sapa. É pelo trabalho que a sapa vem diminuindo a distância que a separava do sapo, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta para que possa livremente lavar os pés, as mãos, os órgãos sexuais, lavar o que quiser e quando assim desejar.

    Simone de Beauvoir

  75. Orlando dos Santos diz:

    Quanto a mim. Vou falar com ele e tentar negociar.

  76. Anónimo diz:

    EX PRESIDENTE LULA: “O sapo não lava o pé”?? não sei de nada, não ouvi nada, e não vi nada.

  77. vivi diz:

    Sergio Cabral – O sapo não lava o pé porque é do partido do garotinho e quer desestabilizar o meu governo. Pode ser também que ele não lava o pé porque não é um manifestante pacífico e sim um vândalo e, certamente, está recebendo orientações de grupos internacionais…

  78. Rosemeire Silva diz:

    O sapo não lava o pé porque não quer, antigamente todos ao entrar dentro de casa se lavava os pés e as mão indo para a mesa posta e unir-se a família para alimentar-se; Tempo esse que hoje em dia não se tem mais,porque? A família perdeu o papel de união, segurança e acolhida e deu lugar a ¨A vida é minha e cuida eu de mim¨,ou sou livre para quebrar a cara no primeiro poste da minha rua,casei mas se não der certo me separo,palavras ditas momentos antes de dizer sim para o companheiro (a) seja no cartório ou na igreja,se ele me trair eu o traio também duas vezes mais,se ele me pedir perdão não o perdoarei, ou talvez digo que sim e quando ele(a) menos esperar dou uma rasteira que quero vê se ele(a) se levanta, a vingança e um prato que se come frio, , se me dar mole tiro até a cueca*calcinha *quem manda ser burro,se os políticos roubam porque que eu não vou roubar,e assim vai os dizeres…,…;Eu então volto para a pergunta principal o sapo não lava o pé,pois bem digo que é porque os exemplos e de que, pra que lavar os pés se ninguém está vendo,….. e se está vendo finge que não vê, pois este também não lava os pés. E aonde está a correção? Respondo está nas famílias elas deveria ser,ter e sempre continuar sendo o amparo,o berço,a escola,o exemplo de como se deve ser e viver, a dignidade de ser justo e correto em qualquer situação deve sempre prevalecer mesmo quando se acha que ninguém está vendo.
    O amor, a compreensão,a correção,os limites deve ser ensinados no berço e para isso não é necessário ser a família tradicional pai-homem,mãe- mulher,filhos-meninas ou meninos;pode ser homem-homem,mulher-mulher, lésbicas-gays….
    O sapo e o ser humano e a lagoa e o mundo,os pés e os afazeres que deixamos pra lá,porque não quer fazer,ou outro faz por mim ou ainda vou esperar a tecnologia para facilitar eu fazer,ou pior poderia eu fazer mais não o faço porque quero que as regras sejas elas boas,certas ou erradas se EXPLODAS …

  79. Um matemático tentaria primeiro provar que o sapo existe, para depois provar que a a lagoa existe, para aí sim, finalmente provar que o sapo mora lá na lagoa.

    • aninha91 diz:

      Acho que o matemático admite que existe pelo menos um sapo, a primeira prova seria mostrar que é único a menos de isomorfismos, depois o mesmo para a lagoa…mas, como seria o primeiro teorema? Provar que existe seria um problema filosófico, kkk.

  80. Otto diz:

    É a pura expressão do Livre Arbítrio…. nao lava o pé porque não quer, e foda-se o mundo.

  81. Samuel Duarte Gomes diz:

    SILAS MALAFAIA , esse negócio de sapo lavar o pé é coisa do movimento Gaayzista eles sim pregam toda e qualquer ensino valido á esse hábito comum aos transviados , o de cuidar dos pés para que não sejam humildese e ortodoxamente verdadeiros pés de sapo conservador.

  82. Skinner: O sapo não lava o pé porque associa o comportamento de lavar o pé com a dor causada sucessivas vezes pelo beliscão de um caranguejo nos tempos em que morou na praia. Após aplicar algumas técnicas de relaxamento, é preciso aproximar o sapo da lagoa gradualmente, mostrar a ele que não existem caranguejos na lagoa e oferecer uma mosca para cada centímetro a mais do pé que ele afundar na água. Desta forma, em poucos meses o sapo voltará a lavar o pé.

  83. O sapo lava o pé!!! A sapa, ex-namorada dele, cheia de ciúmes inventou essa história quando o namoro acabou. E aí todo mundo fica repetindo isso usando ainda por cima todas as vogais… Isso é bullying!

  84. JEAN-PAUL SARTRE: A lavagem de seu próprio pé, enquanto sapo é contingencial; isto é: pode ou não ocorrer. Cabe ao sapo, enquanto ser-em-si dotado de uma consciência que só é “para-alguma-coisa” e mediante sua liberdade, o lavar ou não os pés. É dizer: o sapo se faz fazendo… ele é um vir-a-ser sempre inconcluso. Mas ainda que receba duras críticas por não lavar os pés, deve sempre compreender que “o importante não é o que fazem de nós, mas o que fazemos com o que fazem de nós”. Assim o sapo pode querer ser qualquer coisa (e isso inclui ser um sapo de pés lavados ou não), menos aquilo que é.

    • João Weslley diz:

      Acredito que trata-se do ponto de vista, e todo ponto de vista é a vista de um ponto e mais em se referindo a vista (visão) o pior cego é aquele que não quer ver, exemplo: a questão racial no Brasil…

  85. RICARDO EDMUNDO CECCONELLO diz:

    EM TEMPO e muito importante: JESUS não lavou os pés do sapo, no “lava pés” fatalista, PORQUE, na verdade, UM DOS DOIS NÃO EXISTE. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  86. Anónimo diz:

    Meus amigos e minhas amigas,o sapo neste movimento,migratório de entrar e sair da água, em busca de se aquecer ao sol,esquece-se de passar nos postos autorizados e retirar o bolsa família que é uma conquista da sociedade batraquiana. Muito já foi feito por estes nossos irmãos,
    e muito mais há de ser feito. Estou enviando agora para a congresso nacional,um projeto que isenta de tributos também os sapos fora da lagoa, para que possam moscar como toda sociedade brasileira produtiva. E tudo isso custeado pelo BNDS, que aliás financia importação de de água doce do rio Amazonas paras as secas lagoas africanas………..

  87. Adrienne diz:

    O mais interessante é mesmo o reconhecimento da “fala” de cada um dos personagens…É idêntico… Muito bacana!!! Ri demais…rsrs

  88. Marco Davi diz:

    Segundo Émile Durkheim o sapo não lava o é porque o sapo não nasce na sociedade, mas tem o seu habitat na água. Lavar o pé pode constituir um tipo de solidariedade que gera a solidariedade orgânica o que levaria o mundo dos sapos a um consenso.O sapo não lava o pé porque fazer isso o levaria a um crime que feriria a consciência coletiva dos sapos.

  89. Tiago diz:

    O sapo não lava o pé, porque ele não tem pé. (Ele tem patas. Só humanos tem pés).

    As vezes, a resposta é tão óbvia que nenhum dos grandes intelectuais da humanidade consegue percebê-la. E talvez o mundo seja mais simples do que as teorias (complexas e abstratas) nos fazem acreditar…

  90. Pedro Guasco diz:

    O tabú da lavação dos pés constitui-se como a regra universal por excelência, visto que ela existe em todas as sociedades batráquias, apesar de assumir em cada uma delas uma forma própria, podendo variar a um número quase incontável de arranjos, sem nunca estar ausente de qualquer sociedade batráquia. É, nesse sentido, o ponto de orígem e ruptura, que estabelece para os batráquios uma separação de suas necessidades e comportamentos de ordem natural, das escolhas e arranjos sociais feitas pela espécie batráquia; É, em si, o fundamento que os transforma em sapos e a partir do qual se constitui a sua sociedade. Não lavar os pés, lavar apenas o pé direito, ou contrariamente, apenas o pé esquerdo, é um arranjo social elaborado a partir de uma escolha. Mas, seja qual for a escolha feita, a preocupação em lavar-se ou não o pé estará presente em qualquer sociedade batráquia, como elemento fundante a partir do qual se estabelecem as trocas, os modelos de organização da sociedade, as representações da sociedade e, desse modo, se estabelece a própria sociedade batráquia como a entendemos e nas formas por ela assumidas. Tomando emprestado o exemplo de Bronislaw Malinowiski, observamos que o sapo da lagoa à direita não tem ganho nenhum em lavar o pé do sapo da lagoa à esquerda, como também não o tem o outro sapo com o qual esse estabelece a troca da lavagem de um dos pés. Poderia cada um dos sapos escolher um de seus pés e lava-lo ele mesmo, ou deixa-lo sujo, mas os sapos fazem questão de lavar um dos pés de seu parceiro (já ritualmente estabelecido e determinado pela posição geográfica da lagoa de cada sapo e pela posição social que esse ocupa em sua lagoa, simetricamente correspondente à posição do outro sapo). Se, contrariamente ao que afirmava o ilustre professor Bronislaw Malinowiski, não há nenhum ganho econômico em lavar-se não o seu próprio pé, mas o pé de um sapo seu correspondente em termos de posição na ordem social, o sapo que lava o pé do outro está porém ganhando algo de muito maior importância, pois a lavagem do pé do outro transforma o sapo, seu virtual inimigo e rival, num sapo seu aliado. Portanto, ao lavar o pé do outro, numa troca estabelecida a partir de um ordenamento social, é a própria sociedade dos sapos que ele está fundando.

    • Pedro Guasco diz:

      OOOpssss: faltou dizer, pra quem já não reconheceu, essa é a forma como a questão é vista por Claude Levi Strauss

  91. Pedro Guasco diz:

    Bronislaw Malinowiski: Tive a oportunidade de acompanhar durante um ano a vida dos sapos numa lagoa das Ilhas Trobriand, ao sul da Polinésia, não muito distante do norte da Austrália. Durante esse período procurei me afastar o mais completamente possível da vida dos homens e realizar uma inserção profunda no mundo dos sapos, vivenciando cada instante da sua sociedade e da sua cultura como se fora um deles. Senti uma solidão imensa ao ver a canoa, com o único funcionário da administração da colônia inglesa, pouco a pouco se afastar na lagoa. Com o passar do tempo pude me adaptar à cultura batráquia, passando também a comer moscas e a não lavar mais os pés. Entretanto, observei que existem os sapos que só não lavam o pé direito e os sapos que só não lavam o pé direito, sendo o ato de lavar apenas um dos pés reservado aos sapos machos adultos. O ato de executar a lavágem de um único pé é também retrito a um momento ritual de troca, onde os sapos que não lavam o pé direito se incumbem de lavar com a mão esquerda o pé direito de um parceiro de status equivalente da lagoa vizinha. Esse ritual é repetido de tempos em tempos, sempre no ponto máximo da lua cheia, ao longo de todas as lagoas da mesma ilha, até que se complete um ciclo, iniciado no período das cheias pela visita à lagoa imediatamente à esquerda da lagoa de onde vem o sapo que descrevemos. Ao mesmo tempo e cumprindo um circuíto inverso, os sapos que não lavam o pé esquerdo se inumbem de lavar o pé esquerdo de um seu equivalente, realizando essa visita no período da lua nova, a partir da lagoa imediatamente à sua direita. Paralelamente ao circuito ritual de lavagem mútua de apenas um dos pés acontece todo um circuíto econômico de troca de moscas e outros insetos, que funciona como fundamento de sustentação econômica da sociedades batráquias de todo o conjunto de lagoas….

  92. Pedro Guasco diz:

    Boris Cazoi: era só o que faltava!… o sapo, membro de uma das mais baixas classes de animais, um batráqiuio, que além de comer moscas também não lava o pé… ISSO É UMA VERGONHA!!!…

  93. Vanini diz:

    Republicou isso em Aulas de História – Professora Vanini Limae comentado:
    Postagem divertida. Via blog (Socio)lizando.

  94. Anónimo diz:

    Mike
    Nem toda a água da Lagoa dos Patos (nós todos) será suficiente para lavar os pés e as mãos do Sapo Barbudo.

  95. Carolina Carvalho diz:

    o sapo não lava o pé… porque o artista alemão Martin Kippenberger na busca de provocar reações e reflexões abusou de algumas habilidades, a exemplo imaginação, percepção, observação, sensibilidade e criatividade ao criar a obra “Zuert die Füsse” ao comparar o pavor da morte com a figura apavorante do sapo, e a partir desse momento nunca mais o sapo pode lavar o pé….quer saber porque????procure imagem da obra…eheheheh

  96. Anónimo diz:

    o sapo não lava o pé… porque o artista alemão Martin Kippenberger na busca de provocar reações e reflexões abusou de algumas habilidades, a exemplo imaginação, percepção, observação, sensibilidade e criatividade ao criar a obra “Zuert die Füsse” ao comparar o pavor da morte com a figura apavorante do sapo, e a partir desse momento nunca mais o sapo pode lavar o pé….quer saber porque????procure imagem da obra…eheheheh

  97. larizaqueo diz:

    Muuito bom!

  98. Gisele diz:

    Interessante, inteligente e intrigante, gostaria de fazer uma analogia pois acredito que assim como a analise do sapo que não lava os pés a história da humanidade continua a mesma os politicos não governam como deveriam e não fazem isso porque não querem.

  99. Bruno diz:

    Marx: “(…) que em tempos imemoriais (…)” O velho barbudo não diria isso…

    • Anónimo diz:

      Leonel Brizola: sapos barbudos jamais lavam os pés, muito menos as mãos. Portanto, não possuem nem os pés nem as mãos limpas. Fogem e negam qualquer operação que imponha limpeza. São avessos ao procedimento. Sua essência é, visceralmente,suja.

    • Anónimo diz:

      é o problema da tradução.

  100. Lígia diz:

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAH! Fiz até a minha versão para dois amigos sociólogos.
    Os meus preferidos foram Platão, Freud e Engels.

  101. Muito legal e criativo! Acho que todo mundo que gostou entendeu que era uma brincadeira. É uma ótima abordagem da filosofia/sociologia descontraída e desmistificadora.

  102. Anónimo diz:

    Esse Clóvis esta de mal com a vida…

  103. Clovis diz:

    Não teria perdido grande coisa se apenas tivesse apagado o email.

    • jvcruz1992 diz:

      Teria perdido risadas/entretenimento.
      Alem disso, dependendo da rotina do individuo em questao, pode ter: substituido acoes irelevantes e sem grandes finalidades, por uma leitura que exigi um minimo de atencao. Essa leitura contem importantes nomes e formas de pensamentos, incentivando a busca e certa reverencia por conhecimento/criatividade por parte de alguns leitor; uma troca benefica ao meu ver.
      Logo, vemos que “GRANDE COISA” é um conceito determinado pela ocasiao de cada individuo, sendo imprudente e excessivamente impulsivo realizar suposicoes/generalizacoes.

    • Kaikexcêntrico diz:

      A definição de perda é relativa de ser para ser, outra coisa, é do censo comum, as pessoas censurarem comentários como este proferido por ti, pois, leva a crer que sua pessoa não foi devidamente ensinada.
      Por isso julgar seu cometário seria apenas uma perda de tempo, porque é necessário um conhecimento maior sobre ti, para uma análise e assim tirar a dúvida:
      És tu um ignorante ou possui um senso de humor diferente?

      • Bruno diz:

        Quer cagar goma e chamar os outros de ignorante e escreve censo comum!!! Acho que nem o IBOPE tem definição pra Censo comum….. rsrsrs

  104. Anónimo diz:

    Muuuuuuuito hilário e bem pensado. Quase explodi na parte de Sócrates de tantas gargalhadas. Ótimo trabalho.

  105. Maria Carlinda diz:

    Excelente trabalho, aproveitei nas minhas aulas de Historia, Geografia , Sociologia e Filosofia
    nos proporcionou infinitas formas de ensino, alem de fazer com que o aluno pense e crie a partir deste texto , outros ,que incluam a forma de pensar dos grandes mestres filosofos e pensadores de outros seculos.

  106. Nossa muito bom! Pegou a veia de todos os pensadores!

  107. Anónimo diz:

    Ano que vem iniciarei minhas aulas discutindo esse texto!!!!

    Muito bom!!

  108. Adair Neto diz:

    Muito bom! Pena que poucos entendem.

  109. Pingback: Filosofia, o sapo e o pé… Lavar ou não lavar? « História Online

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