Vamos ler Beauvoir? | Thaís Lima #03

Vamos ler o livro O Segundo Sexo de Simone de Beauvoir? Este é o chamado do novo vídeo da socióloga e youtuber Thaís Lima, como parte da reflexão sociológica do 8 de Março, dia internacional de luta das mulheres.

 

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BAUMAN E CONSUMISMO | Thaís Lima #02

Novo vídeo de Thais Lima sobre Zygmunt Bauman, “Consumismo e sociedade de consumidores”.

No livro “Vida para Consumo: A transformação das pessoas em mercadoria”, o sociólogo Zygmunt Bauman reflete sobre o que há de específico no consumo contemporâneo: não se trata de um consumo voltado apenas para satisfazer as necessidades dos consumidores, mas voltado para transformá-los em mercadoria. Dentre os vários argumentos que o livro desenvolve, neste vídeo tentamos mostrar o que é a comodificação do consumidor, traço característico do consumo nas sociedades contemporâneas.
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ROTEIRO
Thaís Lima
Paulo Yamawake
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REFERÊNCIAS
BAUMAN, Zygmunt (2008). A Sociedade Individualizada: Vidas Contadas e Histórias Vividas. Rio de Janeiro: Zahar.
BAUMAN, Zygmunt (2008). Vida Para Consumo: A Transformação das Pessoas em Mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar.
BAUMAN, Zygmunt (2014). Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Zahar.
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Manufacturing Consent revisitado de Burawoy

Traduzimos o artigo Manufacturing Consent revisitado: uma nova aproximação de Michael Burawoy, sociólogo norte-americano que dedicou a sua vida ao estudo do mundo do trabalho por meio do método de “observação participante”. O artigo é uma avaliação crítica de sua própria obra. Para lê-lo, acesse o site da revista Outubro ou clique aqui.

Segue um resumo do artigo:

Este artigo apresenta brevemente a obra Manufacturing Consent, publicada em 1979. Nela, o autor descreve a maneira em que a direção de Allis Chalmers organizava a disciplina do trabalho operário mediante a coerção e o consentimento, em particular por meio do estabelecimento de quotas de produção, o que suscitava uma espécie de jogo social entre os operários. Realiza também uma revisão do método etnográfico usado naquele momento, criticando-o e propondo substituí-lo pelo “estudo de caso ampliado”, que leva em conta o contexto do trabalho, incluindo as trajetórias dos atores, as transformações dos mercados e do papel do Estado, sem esquecer os elementos espaço-temporais como fatores de mudança. Aproveita a ocasião para revisar as publicações recentes que tem abarcado entre os seus objetos de investigação os temas de gênero, trabalho doméstico, trabalhadores migrantes, serviços, sindicalismo, etc. Este artigo sugere que as lutas estariam se descolando da exploração para a comoditização (commodification), acompanhada pelos conflitos relacionados ao consumismo; estes indicariam o início de uma nova era de mobilizações transnacionais que tem alcançado da Europa do Leste à Ásia. A partir disso, o autor retoma as teses de Polanyi, desenvolvidas em A Grande Transformação, atualizando-as com o advento da terceira onda ultraliberal que estende a comoditização à natureza (terra, água e ar) e ao conhecimento, frente ao qual os movimentos do tipo occupy seriam as primeiras respostas.

 

 

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BAUMAN E A MODERNIDADE LÍQUIDA | Thaís Lima #01

Publicamos em Sociolizando o excelente vídeo produzido pela socióloga e youtuber Thais Lima sobre Zygmunt Bauman, em particular seu conceito de “modernidade líquida”. Ótimo material para professores e estudantes.

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Pós-verdade: a razão do mais louco.

Charles Hadji – Professor emérito em Ciência da Educação. Universidade de Grenoble Alpes.

Artigo traduzido de https://theconversation.com/post-verite-la-raison-du-plus-fou-70712.

Este texto é base para a atividade dos alunos dos Terceiros Anos do Ensino Médio.

Sobre os planos político e social, vivemos uma época curiosa. Na era da pós-verdade, as fabricações parecem ter mais peso nas mentes que a realidade. Com relação a razão, trata-se de uma eclipse? Ou devemos temer um triunfo duradouro da irracionalidade?

Quando os “fake news” soterram o “fact checking”.

A campanha recente pelo “Brexit” na Grã-Bretanha, a eleição de Donald Trump nos EUA, e mesmo a vida política na França durante esses quinzes últimos anos, mostram, infelizmente, o peso crescente da mentira e da manipulação nos negócios públicos. As contra-verdades são sustentadas pelas simples (e aceitáveis) figuras de retórica ou de imagens fortes, com as quais um discurso político não poderia competir.

A mentira torna-se uma maneira (julgada hábil e, de fato, eficiente) de comunicar. Os fanfarrões, os oradores lisos, mentores, conseguem fazer de tudo para ter por verdade qualquer mentira ou calúnia. O fenômeno dos “fake news” (fabricação e propagação de falsas notícias), têm precedência sobre o esforço do “fact checking” (verificação dos dados e fatos). As fábulas são mais apreciadas que os fatos. Uma boa “mentira” é melhor que a austera e perturbadora verdade. Continuar a ler

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Como ensinar na época do “pós-verdade”?

– Professor Associada em People, Organizations, Society, Grenoble École de Management (GEM).

Artigo original, Comment enseigner à l’heure de la « post-vérité » ?, publicado em The Conversation – France, in:

Este texto é base para a atividade dos alunos dos Terceiros Anos do Ensino Médio.

Na época da pós-verdade atual (post-truth) os professores se veem diante de novos desafios. Seus estudantes são expostos a um repertório de ideologias e crenças das mais variadas. Certas ideologias são alimentadas para o que é astuciosamente intitulada, nos Estados Unidos, de “direita alternativa” ou “alt-right”, assim como a profusão de movimentos identitários na Europa.

O ano de 2016, com o Brexit e Trump como exemplos, marcou a entrada de toda uma nova “estrutura de permissividade” facilitada pelos meios sociais. Este novo esquema permite aos indivíduos de contornar o consentimento das autoridades tradicionais (tais como os chefes religiosos, os intelectuais ou experts, os líderes de partidos políticos), que antigamente servia como porta vozes dos discursos admissíveis. Continuar a ler

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XI Econoteen – concurso de ensaios

TEMA XI PRÊMIO ECONOTEEN DE ENSAIOS

” As causas do desemprego dos jovens no Brasil são semelhantes às observadas no resto do mundo?”

Econoteen

Atualmente, observa-se a elevada taxa de desemprego, sendo essa maior sobre os jovens, como um fenômeno mundial que vêm se agravando ao longo da última década. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT),  o índice mundial de desemprego dos jovens com idades entre 15 e 24 anos foi de 13,1% em 2016, contra 12,9% em 2015. Outro fator preocupante é a parcela do número de jovens que vive em situação de pobreza extrema ou moderada, mesmo estando empregados, refletindo a precariedade das condições no mercado de trabalho..

O Brasil passa por uma situação econômica extremamente delicada e discute uma reforma trabalhista, a taxa de desemprego bateu seu recorde e já atinge mais de 13 milhões de brasileiros, dentre eles a maioria corresponde à faixa etária de 15 a 24 anos. Debate-se, atualmente, no Brasil a reforma trabalhista, que poderá afetar as taxas de desemprego. Continuar a ler

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