Atividade sobre pós-verdade.

Para esta atividade avaliativa, os alunos dos Terceiros Anos do Ensino Médio (noturno) deverão ler os seguintes artigos:

Como ensinar na época da “pós-verdade?“, traduzido e publicado em nosso blog.

Pós-verdade: a razão do mais louco, traduzido e publicado em nosso blog.

Para aprofundar o assunto, recomendamos:

Documentário: Get me Roger Stone – Leia uma crítica no link ou ao trailer aqui. O filme pode ser visualizado no Netflix.

Debate entre jornalistas sobre Os riscos das notícias falsas para a democraciaOuça aqui.

Recomendamos que os alunos que queiram adiantar o seu trabalho, leiam os textos indicados acima e pesquisem na internet outros artigos sobre o tema “pós-verdade”.

Fiquem à vontade para utilizar os Comentário deste post para sugerir outros textos ou apresentar qualquer reflexão ou opinião sobre o tema (eles não serão considerados para avaliação)

Após se informar sobre o tema principal da atividade, o aluno deverá produzir uma redação dissertativa sobre o “pós-verdade“, vinculando-o com o conceito de ideologia e escolhendo, como campo de debate, um dos temas abaixo.

  1. Eleições de D. Trump nos EUA e o “pós-verdade”.
  2. Brexit, crise migratória na Europa e o “pós-verdade”.
  3. “Escola sem partido” e a disseminação da ideologia “pós-verdade” no Brasil.
  4. As redes sociais virtuais no Brasil e os debates políticos num momento de crise

O aluno poderá abordar outros temas desde que atenda ao objetivo da proposta e não fuja da discussão principal, o “pós-verdade” e o conceito de “ideologia”.

A redação deverá ter como limite as duas (2) páginas da folha de provas do COTIL.

O texto deverá ter introdução, desenvolvimento (argumentos fortes favoráveis ou contrários a uma determinada tese) e conclusão. Recomenda-se que a redação contenha um título. Redija a redação em caneta azul ou preta esferográfica.

A avaliação das redações não levará em consideração o ponto de vista do autor, mas o desenvolvimento do texto e a coerência dos argumentos utilizados. Avalia-se, portanto, a construção e compreensão de conceitos (principalmente a utilização do conceito de “ideologia” e “pós-verdade), o desenvolvimento das ideias, a utilização correta da língua portuguesa (em particular, coesão e coerência) e, por fim, a capacidade de argumentação de uma tese.

A data limite para a entrega do trabalho já foi divulgada em sala de aula.

 

 

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Pós-verdade: a razão do mais louco.

Charles Hadji – Professor emérito em Ciência da Educação. Universidade de Grenoble Alpes.

Artigo traduzido de https://theconversation.com/post-verite-la-raison-du-plus-fou-70712.

Este texto é base para a atividade dos alunos dos Terceiros Anos do Ensino Médio.

Sobre os planos político e social, vivemos uma época curiosa. Na era da pós-verdade, as fabricações parecem ter mais peso nas mentes que a realidade. Com relação a razão, trata-se de uma eclipse? Ou devemos temer um triunfo duradouro da irracionalidade?

Quando os “fake news” soterram o “fact checking”.

A campanha recente pelo “Brexit” na Grã-Bretanha, a eleição de Donald Trump nos EUA, e mesmo a vida política na França durante esses quinzes últimos anos, mostram, infelizmente, o peso crescente da mentira e da manipulação nos negócios públicos. As contra-verdades são sustentadas pelas simples (e aceitáveis) figuras de retórica ou de imagens fortes, com as quais um discurso político não poderia competir.

A mentira torna-se uma maneira (julgada hábil e, de fato, eficiente) de comunicar. Os fanfarrões, os oradores lisos, mentores, conseguem fazer de tudo para ter por verdade qualquer mentira ou calúnia. O fenômeno dos “fake news” (fabricação e propagação de falsas notícias), têm precedência sobre o esforço do “fact checking” (verificação dos dados e fatos). As fábulas são mais apreciadas que os fatos. Uma boa “mentira” é melhor que a austera e perturbadora verdade. Continuar a ler

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Como ensinar na época do “pós-verdade”?

– Professor Associada em People, Organizations, Society, Grenoble École de Management (GEM).

Artigo original, Comment enseigner à l’heure de la « post-vérité » ?, publicado em The Conversation – France, in:

Este texto é base para a atividade dos alunos dos Terceiros Anos do Ensino Médio.

Na época da pós-verdade atual (post-truth) os professores se veem diante de novos desafios. Seus estudantes são expostos a um repertório de ideologias e crenças das mais variadas. Certas ideologias são alimentadas para o que é astuciosamente intitulada, nos Estados Unidos, de “direita alternativa” ou “alt-right”, assim como a profusão de movimentos identitários na Europa.

O ano de 2016, com o Brexit e Trump como exemplos, marcou a entrada de toda uma nova “estrutura de permissividade” facilitada pelos meios sociais. Este novo esquema permite aos indivíduos de contornar o consentimento das autoridades tradicionais (tais como os chefes religiosos, os intelectuais ou experts, os líderes de partidos políticos), que antigamente servia como porta vozes dos discursos admissíveis. Continuar a ler

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XI Econoteen – concurso de ensaios

TEMA XI PRÊMIO ECONOTEEN DE ENSAIOS

” As causas do desemprego dos jovens no Brasil são semelhantes às observadas no resto do mundo?”

Econoteen

Atualmente, observa-se a elevada taxa de desemprego, sendo essa maior sobre os jovens, como um fenômeno mundial que vêm se agravando ao longo da última década. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT),  o índice mundial de desemprego dos jovens com idades entre 15 e 24 anos foi de 13,1% em 2016, contra 12,9% em 2015. Outro fator preocupante é a parcela do número de jovens que vive em situação de pobreza extrema ou moderada, mesmo estando empregados, refletindo a precariedade das condições no mercado de trabalho..

O Brasil passa por uma situação econômica extremamente delicada e discute uma reforma trabalhista, a taxa de desemprego bateu seu recorde e já atinge mais de 13 milhões de brasileiros, dentre eles a maioria corresponde à faixa etária de 15 a 24 anos. Debate-se, atualmente, no Brasil a reforma trabalhista, que poderá afetar as taxas de desemprego. Continuar a ler

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28A: nada será normal!

Carta aberta:

Queridos alunos e pais,

Escrevo-lhes para comunicar que nesta sexta-feira, 28 de abril, estarei aderindo ao amplo movimento que está sendo construído em todo Brasil em defesa dos direitos dos trabalhadores. Trata-se de uma luta contra as reformas trabalhista e previdenciária, assim como a terceirização irrestrita.

Uma Greve Geral foi convocada pelas 10 mais importantes centrais sindicais brasileiras e por vários movimentos sociais. Muitas categorias de trabalhadores já aderiram, como é o caso dos metalúrgicos, bancários, petroleiros, metroviários, correios, aeroviários, professores de escolas públicas e privadas, dentre outras. Até mesmo padres e bispos estão convocando a população a participarem deste movimento. Portanto, tudo indica que nesta sexta-feira se concretizará um dos mais importantes movimentos contestatórios em defesa do direito do trabalho da história recente do Brasil.

Caso essas reformas sejam aprovadas, o país caminhará para um progressivo aumento da desigualdade social e para uma ainda maior precarização do trabalho e da vida. É impossível abordar nesta carta as mais de 100 alterações que o projeto de lei busca fazer na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Algumas beiram ao absurdo, como, por exemplo, a proposta de que as convenções ou os acordos coletivos (entre trabalhadores e patrões) tenham força de lei, ou seja, estejam acima das próprias leis do trabalho. Numa sociedade em que o capital tem muito maior poder que o trabalho, os trabalhadores serão recorrentemente penalizados.

Nessa conjuntura, os dois sindicatos que representam os funcionários e os docentes da Universidade Estadual de Campinas (o STU e a ADUNICAMP) aprovaram em suas respectivas assembleias a paralisação e a construção das manifestações de rua. Portanto, neste dia, exercerei o meu direito enquanto professor da UNICAMP, respaldado pela assembleia da minha categoria, e enquanto cidadão, paralisando.

Nenhum professor deseja deixar os seus alunos sem aulas, mas todo educador sabe que o processo de ensino-aprendizagem não se resume a sala de aula. Nesta sexta-feira, o espaço escolar será pequeno perto da grande lição pedagógica que darão as manifestações. Sejam nas escolas, universidades ou nos locais de trabalho, indo ou não para as ruas, seremos milhões gritando a plenos pulmões NÃO aos ataques que pretendem roubar as nossas esperanças de um futuro melhor.

 

Ricardo Festi

Professor do Colégio Técnico de Limeira, UNICAMP.

 

PS: recomendo acessarem os sites abaixo para maiores informações sobre os ataques do governo e as lutas em curso:

http://www.adunicamp.org.br/

http://www.stu.org.br/

http://www.sintusp.org.br/

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O “mito da caverna” e Magritte.

Reproduzo abaixo uma atividade avaliativa que apliquei aos meus alunos dos Primeiros Anos de Ensino Médio, após trabalharmos os conceitos de modernidade e discutido a alegoria do “mito da caverna” de Platão.

ATIVIDADE:

Tendo como base a atividade realizada em grupo sobre “O mito da caverna” e os conteúdos das aulas de sociologia, analise as ilustrações abaixo. Em seguida, escreva uma reflexão sobre algum das várias questões que essas imagens nos colocam sobre a relação entre verdade (mundo concreto) e a sua representação (imagem). Continuar a ler

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A modernidade, encore!

https://cdn.pariscityvision.com/media/wysiwyg/5-joconde-mona-lisa.jpgMuitos de meus alunos tem solicitado o PowerPoint das aulas que ministrei sobre Modernidade. Como este foi um conteúdo que abordei em todas as salas durante as minhas primeiras duas aulas depois que retornei de licença do doutorado, achei conveniente compartilha-lo aqui neste blog.

A definição de modernidade já foi abordada em vários posts no Sociolizando. Isso ocorre, pois modernidade não é apenas um conceito-chave das ciências sociais, mas sobretudo um conceito difícil de ser definido devido as diferentes interpretações e abordagens dadas por uma quantidade enorme de autores.

A proposta de aula que apresento abaixo busca criar uma reflexão sobre as questões básicas que definem a modernidade com a utilização de algumas imagens e pinturas clássicas. Continuar a ler

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