Os anões – conto inédito

Postamos o conto inédito Os anões de Veronica Stigger (recomendado pela prof. Gisele), publicado pela revista BRAVO! Ele nos lembra que a humanidade pode cometer diversas barbáries. O que nos aterroriza é perceber o quão próximos estamos desta realidade.

Ele tinha a altura de um pigmeu, e ela batia na cintura dele. Os dois eram tão pequenos que mal alcançavam o alto da bancada dos doces. Ela dava saltinhos para tentar ver o que a confeitaria tinha de bom. Ele, mais circunspecto, espichava o pescoço, apontava o nariz para cima e aspirava fundo — como se pudesse, pelo olfato, identificar as guloseimas que o olhar não divisava. Os dois até que faziam um conjunto bonitinho. Não eram deformados, nem tinham aquele aspecto doentio característico de alguns anões. Pareciam tão-somente ter sido projetados em escala reduzida. Poderíamos sentir compaixão ou mesmo simpatia por eles, se não fossem tão evidentes suas graves falhas de caráter.

Não era a primeira vez que os víamos, e — pior — não era a primeira vez que os víamos tentando furar a fila. O casal se aproveitava da baixa estatura para, sem-vergonhamente, passar na frente das outras pessoas que esperavam por atendimento. Foi assim, outro dia, na farmácia. Os dois entraram no estabelecimento e foram direto para a boca do balcão, ignorando todos os que aguardavam pacientemente. Só não brigamos com eles porque não foi preciso. O balconista, desatento como sempre, não os percebeu e — bem feito! — nos atendeu primeiro.

Contudo, naquele outro dia, na confeitaria, a balconista não só os viu como, solícita como de costume, ofereceu um banquinho para que eles pudessem subir e enxergar os doces por cima da bancada. E não é que os petulantes aceitaram a gentileza dela e ainda tiveram o desplante de ficar indagando de que era feito cada um dos infindáveis docinhos? Nós, que até então aguentávamos quietos o comportamento acintoso daqueles dois, começamos a reclamar. Vai demorar muito?, gritei do final da fila. Nós não temos o dia todo para ficar esperando, meu marido acrescentou. E eles nem pestanejavam. Continuavam em cima do banquinho a perguntar sobre os doces e a pedir provinhas. Não deu um minuto e a senhora que estava na nossa frente berrou também: é pra hoje? Seu Aristides, que levava a neta pequena pela mão e se achava logo depois dos anões, ajuntou: escolham logo, seus imbecis! A mulher de cerca de 30 anos, que estava atrás de nós, arrematou: é, andem logo, seus moloides! Mas o casal, nem-te-ligo. Ele se lambuzava de provinhas de doces, e ela ainda limpava a meleca açucarada que se depositara nos cantos de sua boca minúscula com um guardanapo xadrez todo dobradinho.

A senhora à nossa frente comentou comigo que cruzara com o casalzinho outro dia no supermercado. Eles estavam com mais de 20 produtos nas mãos, e nas mãos mesmo, me disse ela, porque eles não usavam carrinho ou cesto. Acho que eles não alcançam nos carrinhos, e os cestos arrastariam no chão, supôs, pensativa, quase condescendente. Mas, exclamou em seguida, queriam passar pelo caixa para até dez itens! A moça do caixa ficou meio sem jeito de dizer para os dois que eles não podiam estar ali e começou a registrar os produtos, continuou a senhora, mas uma mulher grávida que estava na fila se enfureceu e chamou o gerente. E eles ficaram bem assim, sem falar nada, fez ela apontando para os dois com a cabeça. Eles são bem estranhos, né?

E lá estavam eles, mudos novamente. Seu Aristides, impaciente, elevou a voz: andem logo, seus merdas! É, acrescentou a senhora, vamos logo! E eu emendei: vocês deviam respeitar os mais velhos, pelo menos! Foi aí que a pequeninha se virou e me olhou. A boca minúscula ainda estava suja de doce. Ela piscou, passeou a língua pelos lábios e continuou a me olhar por cima do ombro, como se, até então, não tivesse percebido que estávamos todos ali, esperando. Que foi?, perguntei a ela. Tá olhando o quê?, falei ainda. E ela só piscava, impávida. Qual é a tua?, continuei, indo até ela. É, qual é a tua?, repetiu seu Aristides. Nisso, cheguei bem junto da biscazinha e a puxei com força pelo braço. Sua idiota!, disse. Ela estava em cima do banquinho. Com a minha puxada, desequilibrou-se e caiu no chão, de cabeça. Meu marido, que vinha logo atrás de mim, deu um empurrão no homenzinho, que parecia querer socorrer a esposa. Ele também se desequilibrou e caiu do banquinho. Ao se levantar, fez menção de revidar, e meu marido acertou-lhe um joelhaço no meio do rosto. O narizinho começou a sangrar. Seu Aristides veio correndo e deu outro joelhaço no rosto daquele tipinho, enquanto a neta de seu Aristides chutava-lhe a canela. O sujeitinho caiu no chão de novo, ao lado da mulher. A senhora que estava na fila passou a dar bengaladas nas cabeças e nas costas do casalzinho. Eu chutava, com muita vontade, a barriga da mulherzinha caída. Minha perna doía, mas eu continuava a chutar, sempre no mesmo ponto. A mulher de cerca de 30 anos se ajoelhou ao lado do casalzinho, pegou o homenzinho pelo pescoço e começou a bater com a cabeça dele no chão, várias vezes, até abrir uma fenda na parte de trás. Uma gosma espessa verde-amarronzada saía de dentro de sua cabeça e melava o chão. Nesse meio tempo, a senhora que estava na fila se concentrou apenas na mulherzinha: ela levantava a bengala e a baixava com força em seu rosto ensanguentado. Meu marido pulava em cima das pernas do homenzinho, enquanto seu Aristides chutava seu tronco. E a neta de seu Aristides, imitando meu marido, pulava sobre a barriga da mulherzinha.

A balconista, que até então estava quieta — acho que em respeito a nós, que éramos clientes assíduos da confeitaria —, interveio. Gente, disse ela, dá para parar com isso que a dona Sílvia vem chegando, estou vendo ela dobrar a esquina. Eu já estava cansada mesmo e parei de chutar o que já se tornara uma massa quase informe, vermelha. Arfando, fui lentamente me dirigindo à saída. Ao me ver sair meio cambaleante, meu marido também parou de pular e veio atrás de mim. A mulher de 30 anos, com a respiração também alterada pelo esforço, se sentou encostada à parede e pôs na testa as duas mãos com as quais batera com a cabeça do sujeitinho contra o chão. Ele estava transformado numa espécie de pasta de carne e sangue, com pequenos fragmentos de ossos desarranjando a uniformidade da mistura. A aparência de sua mulherzinha não era muito diversa. A senhora ainda deu uma última bengalada no que tinha sido um rosto, ajeitou o vestido, se apoiou na bengala e saiu. Seu Aristides, exausto de tanto chutar o homenzinho, parou e fez sua neta também parar. Vamos, querida, deixa isso aí e vamos embora, disse ele para a neta, enquanto a pegava pela mão. Já do outro lado da calçada, olhei para trás para cumprimentar dona Sílvia, que entrava na confeitaria, e vi a balconista, com um grande rodo, empurrando para um canto toda aquela sujeira.

Veronica Stigger é escritora, professora universitária e crítica de arte, autora de Gran Cabaret Demenzial, entre outros. O conto Os Anões dá título a seu terceiro livro de ficção, que sairá no próximo ano pela Cosac Naify.

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44 respostas a Os anões – conto inédito

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  2. Larissa Branco diz:

    A autora Veronica Stigger nos mostra em como a nossa sociedade tem sido tão preconceituosa e hipócrita ao mesmo tempo. Penso que hoje em dia a humanidade se tornou muito individualista pois pensam só nelas mesmas, isso se aplica tanto quanto aos anões e as pessoas da fila. Cada um se importa com seus interesses e seus objetivos, não importa os meios. Só pensam em si e como alcançar os devidos fins não dando importância se tem pessoas ou não na sua frente. Em primeiro momento esse conto nos choca mais ao refletir percebi que a questão de etica social foi deixada de lado. Pois as pessoas não enxergaram que se ambas as partes entrarem em comunhão coloca-as em condições de crescer com responsabilidade.

    Larissa Branco, Nº:39,3ºE, ETECAP

  3. Amanda diz:

    O conto “Os Anões” nos faz refletir a respeito de como a sociedade se comporta com tudo aquilo que é considerado uma anormalidade, fora do padrão. Ao ler o conto tudo parece meio exagerado, mas infelizmente é isso o que realmente acontece, e esse achar exagerado se dá pelo fato da “limpeza” feita, como no conto também é feito, onde tudo deve ser escondido para que a dona Silvia (que representa o povo) não veja o que realmente está acontecendo. Penso que o conflito começa logo pela reijeição, onde o casal de anões arrumam um modo de se aparecer (já que são socialmente excluídos), porém, muitas pessoas não conseguem enxergar isso e acham que quem começou todo o conflito foram justamente os anões, e que a intenção deles era exatamente se aproveitar de todos. Toda a brutalidade foi praticada, sem que exista um pesar na consciência de quem praticou o ato, nos fazendo refletir a respeito do que realmente é ser humano e de todos os sentimentos que somos capazes de sentir, e que podemos sim lidar com as diferenças sem que haja a rejeição.

    Amanda, nº2, 2ºG
    ETECAP

  4. Gabriela L. Zauli diz:

    No conto “Os Anões” de Veronica Stigger, um casal de anões conhecido por suas falhas de caráter fura a fila de uma confeitaria e é espancado como se fossem dois meros bonecos. A primeira pergunta a ser feita é se os anões não tem direito ao atendimento preferencial, já que possuem uma deficiência que os impossibilita ou ao mínimo dificulta à praticar certas ações comuns entre as pessoas sem deficiências, tornando suas vidas mais duras e perturbadoras, sem falar no preconceito que sofrem.
    Mesmo que eles não tenham direito à preferencial, na sociedade alucinada e egoísta em que vivemos, é bastante comum pessoas praticarem atos imorais ou até mesmo ilegais com o propósito de poupar tempo ou ganhar algum tipo de vantagem. É justo que as pessoas se unam baseadas em um preconceito em comum, para punir, por um erro que muitos cometem, apenas as pessoas que são diferentes do padrão oferecido pela mídia e pela sociedade em geral ?

    Gabriela L. Zauli 3ºE

  5. Tiago Belém diz:

    O conto utiliza de alguns absurdos, porém retrata com fidelidade fatos da sociedade em que vivemos, tais como a nossa falta de aceitação para com as diferenças e também o processo midiático de manipulação dos fatos, onde os verdadeiros ocorridos e os absurdos cometidos são escondidos conforme o interesse de quem controla a informação. Além disso, percebe-se no conto o estresse causado pela correria cotidiana em que vivemos e a maneira como podemos utilizar válvulas de escape imorais ou até mesmo ilegais, onde toda nossa raiva(causada por diversos fatores no dia a dia) é descarregada de uma vez só em algo que fazemos.

    Tiago Belém — nº32 — ETECAP

  6. Sofia Aguiar da Fonseca diz:

    Quem nunca criou um pré-julgamento sobre uma pessoa?
    Atire a primeira pedra aquele que nunca pecou.
    É o Etnocentrismo, que todos nós possuímos ao depararmos com a diferença.
    Com esse conto de violência explícita Veronica Stigger abre-nos as portas de nossos subconscientes para analisar a mente humana hoje, em uma época moderna e contemporânea, porem a mais animalesca.
    O nosso primitivo macaco é enfeitado com o que chamam de moral…

    Sofia Aguiar 3ºF

  7. Lucas de Abreu Machado 3°F diz:

    “Os Anões” é um conto bem formulado em seu objetivo de causar reflexões no quesito de ética social, pois no decorrer da história suas personagens matam dois pequenos anões que não tinham condições de se defenderem por simplismente furarem a fila de uma padaria, e matam mesmo, com prazer e indiferença. Pisam e chutam nos dois imorais até que uma tal dona Silvia vai surgindo a vista. Esta cena é a representante da sociedade na vida real, e como os crimes, terrorismos e contrabandos são mascarados pela mídia para nos darem a sensação de que tudo está bem. Isso nos cega e nos impede de agir contra as injustiças morais. Pra que mudar algo que PARECE estar tão bom?
    O texto ainda causa polêmica e hipocrisia entre os leitores, pois eu tenho certeza que muitas pessoas tem a mesma impaciencia com a imoralidade social ao ver as pessoas furando a fila, por exemplo. Só não demonstram essa impaciencia pois senão cometeriam outra imoralidade, e mesmo assim ainda defendem os anõezinhos.

  8. Anónimo diz:

    O texto é muito interessante pois começa com uma situaçao cotidiana ,porém logo é quebrada pela situaçao de morte de um casal de pessoas devido a uma situaçao,que poderia ser facilmente resolvida com uma boa conversa.O mais impressionante é a frieza em que sao tratadas as vitimas,o que pra mim torna o texto um pouco obscuro.
    Victor Ramiro 3G

  9. Kaynã, nº 17, 2ºG, ETECAP diz:

    O texto é um tanto intrigante mais ao mesmo tempo totalmente inteligente. A forma como ela escreveu, com tal frieza e indiferença, faz todos refletir. E com esse “bac” que o texto causa os leitores começam a pensar nas coisas do cotidiano. O texto não só nos faz pensar no descaso da população, mas como também que ela é cúmplice disso tudo, não querendo enxergar o que esta acontecendo ao seu redor.

  10. Caroline Coelho - 3º F diz:

    O conto desperta diferentes sensações durante toda a leitura, oscilando por espanto, curiosidade, horror e até empatia (quem sabe?). Assim, à primeira vista parece não ter sentido aquilo que na realidade se mantém em nossa sociedade: a camuflagem do preconceito. Seria mais leal ao indivíduo olhares indiscretos, cochichos e piadas, ao invés de uma agressão física e mais “real”? O estranhamento causada por qualquer ser que foge do estipulado como normal, causa uma tormenta vítima da ignorância alimentada. Afinal, seria menos agressiva a discriminação contínua ignorada? E segue o questionamento se aquilo que é guardado, escondidinho, deixa realmente de existir.

  11. Ariel Michelle diz:

    Esse texto me pareceu muito, antes de qualquer coisa, um aviso, um alerta para o que está acontecendo e o que pode vir a acontecer no nosso dia a dia.
    Podemos notar que os anões ali são meio que uma forma figurada de mostrar as diferenças entre as classes sociais, as diferentes raças, e mesmo as diferenças físicas das pessoas.
    As pessoas “normais” ali, que começam a bater no casal de anões, mostram uma violência comum entre eles, mas que para nós certamente é um absurdo.
    A Dona Silvia representa a sociedade, representa todos nós de quem essas atrocidades devem ser escondidas ou amenizadas. Esconder para que tudo pareça certo e bem.

    Ariel 05, ETECAP, 2ºG

  12. Bianca diz:

    Os anões de Veronica Stigger é um conto brasileiro que de forma indireta mostra e denuncia fatos do nosso dia a dia.
    Será que conseguimos ver tudo o que está a nossa volta ou enxergamos apenas aquilo que queremos e que achamos bonito? E quando conseguimos notar, será que realmente aceitamos?
    Um mendigo na sarjeta, um casal gay andando de mãos dadas, uma pessoa fora dos padrões de beleza impostos pela mídia…
    Muitas vezes nem notamos a presença dos mesmos, deixando assim o preconceito dominar. Se não gostamos, simplesmente excluímos do nosso campo de visão. Porém em outros casos há até mesmo agressões físicas causadas por essas pessoas que não aceitam os “diferentes” da sociedade e então encontram a violência como uma forma de se mostrarem superiores e assim empurrar para um canto toda a sujeira.
    Mas será que tudo isso é realmente uma sujeira? E por que isso incomoda tanto as pessoas?
    De modo criativo e descontraído Veronica nos apresenta um casal de anões folgados e sem caráter que se mete em uma tremenda enrascada ao cortarem a fila em uma padaria.
    Uma leitura que nos atinge com um “tapa na cara”, mostrando um choque de realidade ao expor vários problemas que vivem escondidos na nossa sociedade. Fazendo assim, haver uma reflexão após a leitura sobre tudo o que ocorre no nosso cotidiano.

    Bianca Massafera 3ºE

  13. Anónimo diz:

    Que anões são esses, li vários dos posts anteriores e o pessoal já explicou bem o que os anões representam na nossa sociedade, como essa imagem de anões debilitados fisicamente é só uma analogia para cada classe reprimida da atualidade. Acho que um ponto que ninguém tocou ainda (tenho que admitir que não li todos os posts, então se alguém comentou, me perdoe) seria o que fazer para mudar a situação dos anões. Nos enquanto cidadãos pensantes (sem muito poder aquisitivo, mas em melhor colocação que os anões) que constituímos uma das maiores classes econômicas do país, temos a “força da massa”, enxergamos as dificuldades, os culpados e os porquês; porque não fazemos nada? Ou se fazemos é obviamente muito pouco, pois quase nada mudamos ate agora. Acredito eu mesma precisar de uma luz nesse aspecto, pois os meios que conheço são poucos e a eles surgem milhares de complicações. No mundo mega-competitivo de hoje onde você tem que estar preparado dês de cedo para o competitivo mercado de trabalho, e essas especializações comem todo nosso tempo livre, tempo ócio, onde eramos criativos e inventivos, onde nos organizávamos, e lutávamos pelo que acreditávamos, estando certos ou errados. Mas era nosso tempo de pensar.
    O que fazer agora onde cada um vai para o seu canto, com suas responsabilidades e seu horário corrido, onde ninguém mais pensa em ajudar o outro, e se as coisas acontecem é porque “tinha que ser” ou “sempre foi assim” ou o pior “mas eu não tenho nada a ver com isso”. NÃO! Gente não! Por favor… Se não nos unirmos não teremos força, e seremos cada vez mais explorados e obrigados a fazer o que não gostamos (a não ser em raros casos aonde você, por um milagre se torna o explorador, ai a coisa toda muda!)
    Mas se esse não é seu caso… Pense, organize-se e mude!
    A mudança virá por nossas mãos!

    Nicolli Tortorelli – 3ºG

  14. Rafaela Leite diz:

    A primeira interpretação que se tem ao ler este conto é sempre relacionando á sociedade, mas também é possível fazer outro tipo de análise, uma análise mais psicológica comparando a situação dos anões com a mente das pessoas.
    Muitas vezes ignoramos algum problema que julgamos insignificante, mas mesmo reprimindo-o ele sempre vai nos incomodar, nos dar “provinhas” durante nossos dias. Mas como todo problema, ele pode aumentar, acarretar outros problemas e etc. e quando essa bola de neve vem á tona, já nos encontramos estressados e muito incomodados e acabamos pondo um “fim” neste problema, sem refletir direito e sem pensar nas consequências dos nossos atos, agimos totalmente por impulso. Nós acabamos por varrer essa massa mal resolvida para o nosso inconsciente.
    Essa situação é mais frequente do que podemos imaginar, as vezes nem percebemos que fazemos isso, ocupamos muito tempo nos distraindo com coisas supérfluas e dedicamos muito pouco tempo (ou nenhum) para reflexões.

    Rafaela Leite 2ºG

  15. Guilherme Reis diz:

    Saber julgar as atitudes de pessoas sempre foi algo que todo mundo já fez, principalmente se for de “supetão”, onde julgamos quem quer que seja, as atitudes que sejam, com um olhar frio e prepotente. Porém, parar para analisar cada situação é algo que poucas vezes acontece, um exemplo prático e diário é quando chegamos “alterados” no nosso local de trabalho, onde as pessoas – muitas vezes amigos – dizem que você está muito estressado, mal humorado e outras coisas desagradáveis, mas não param pra te perguntar se “está realmente tudo bem” ou “qual o motivo de tanta perturbação”.
    Atitudes como essas são frutos de uma sociedade preconceituosa que julga, milhares de vezes sem pensar, pessoas “diferentes”, porém sem dar uma definição clara do que é ser “normal”. Uma sociedade hipócrita que diz que você deve ter suas diferenças, mas não que vai aceitá-las.
    Fatos assim foram relatados em “Os Anões” com a utilização de algumas metáforas e de personagens que representam grandes grupos sociais. O casal de anões são retratados inicialmente como ruins e mal educados, porém essa retratação é feita através de olhos de uma pessoa preconceituosa, analogamente poderíamos dizer que é como se um racista falasse sobre negros; ou seja, a narradora quer justificar seus atos agressivos com motivos torpes como “eles eram folgados”, por exemplo. Mais uma vez lembrando, quantas vezes isso não é uma realidade nossa? Quantas vezes somos anões e narradores? Quantas vezes já não matamos uma pessoa (fisica ou mentalmente) ou já fomos mortos também? Isso é um ciclo social que devemos nos concentrar em quebrar, e não carregar uma pedra para usarmos como arma à quem nos parecer diferentes.
    A prepotência vista no texto pelos cidadãos “normais” critica as nossas vidas também, onde achamos que podemos destruir e acabar com pessoas consideradas menores, como se elas fossem míseras formigas num bolo que desejamos. Somos assim e diariamente estimulamos que os outros sejam assim para que só sobre o “normal” e que o pequeno vá embora – quando digo pequeno me refiro a questões econômicas, socais, inteligência, e muitas outras coisas que gostaríamos de fazer uma varredura e exclusão.
    Enfim, embora meu texto tenha sido um pouco grande, cansativo e repetitivo, acho que consegui passar o mínimo que eu vi nesse texto, até porque se todos os pensamentos forem retirados desse texto poderíamos construir um belo livro. Por fim gostaria de terminar com uma frase de William Shakespeare que devemos refletir para nossas vidas para buscarmos mudanças: “Sabemos o que somos, mas não o que poderíamos ser.”

    Guilherme Reis de Oliveira – 3ºE.

  16. Natiara diz:

    O texto em questão ressalta como o ser humano pode ser cruel e violento, basta alguém começar para os outros seguirem o exemplo. Esse texto nos mostra que o individuo está cada vez mais estressado e violento e a sociedade não faz nada para melhorar isso, pelo contrário incentiva cada vez mais a cometer atos violentos, como se a violência ajudasse a se acalmar, não importando as consequências de seus atos.

    Natiara Robles Rios 3º E

  17. O conto é muito rico, apesar da aparente simplicidade da situação: pessoas incomodadas destróem a fonte de seu incômodo. Analisando assim, “em 3ª pessoa”, fica fácil para nós argumentar em favor de um ou de outro lado das personagens apresentadas, condenando o oposto, mas e se nos colocássemos no lugar de qualquer um deles? Não estariam os anões dentro de seus direitos ao “furar a fila”, visto que apresentam uma deficiência? Por quê a atendente é tão conformada com todas as situações (atendeu os anões, depois “limpou a bagunça” e continuou atendendo normalmente)? E quem representa essa Dona Silvia, a quem todos parecem temer/respeitar?

    Analisando o conto “em 1ª pessoa”, inserindo-nos como personagens, a situação criada por Veronica Stigger ganha um contexto completamente novo, sendo MUITO possível até relacionar estes questionamentos com os fatos que vêm acontecendo em nossa sociedade atualmente. Afinal, quem são “Os Anões”?

  18. Vinicius diz:

    Este conto nos traz a tona um grande questionamento: Qual é o tamanho da nossa indiferença? A primeira coisa que sentimos ao ler o texto é um desconforto. Uma dose de indgnação, ora misturada com o naturalidade dos assasinos, ora com a brutalidade de seus atos. Uma simples atenção, um olhar mais profundo e crítico sobre o conto e podemos perceber que muitas vezes agimos como as personagens da narração. Quantas vezes não respeitamos as diferenças dos outros? Consideramos aquilo que não gostamos totalmente repudiável, e julgamos os outros pelos seus hábitos diferentes, pelos seus variados gostos. O despertar para essa naturalidade do etnocentrismo, que nem percebemos no nosso meio, saltam das palavras de Sttiger. Espetacular.
    Vinicius N. 3°F

  19. Anónimo diz:

    No conto de Verônica Stigger, o absurdo é encarado com tanta naturalidade, que nos espanta, incomoda mesmo. Nos mostra uma falsa simplicidade do cotidiano. O casal de anões linchado no interior da padaria, onde seus restos de carne esmagados por pancadas e chutes viram simples lixo que devem ser recolhidos rapidamente. Hoje em dia nós também fingimos nem enxergar, escondemos os problemas, e também “pequenos episódios”, como este, são tirados de anúncios de jornais, das notícias clichês.
    Os anões chegam a provocar o próprio assassinato, por causa de seus defeitos tão gritantes que vistos por nós hoje é algo pequeno. Tão pequeno quanto os anões, que só se diferenciavam pelo seu tamanho, e sofriam as dificuldades por conta disso. Tudo bem que passar na frente dos outros também foi um erro, mas se as pessoas se importassem mais com as outras o desfecho poderia ter sido diferente. A única que inicialmente tenta ajudar é a balconista, mas é uma ajuda desordenada. Ninguém sabe como lidar com as diferenças e fato dela permitir que os anões fossem atendidos primeiro alimentou o ódio dos demais, que se incomodam com o bem dos outros.
    O conto seguinte, “Teste”, que pode ser um prolongamento do conto Os anões:
    “- Que tal fazer, então, o mesmo teste
    com mulheres gordinhas,
    de cabelos crespos?” , nos faz pensar no assassinato dos anões como só um experimento, que pode ser feito com as pessoas que não tem o padrão, não adequam aos tipos desejados, A época atual é a da fragmentação, da sociedade do espetáculo.
    Tatiana Verza 3ºG

  20. Anónimo diz:

    Como várias pessoas já citaram, este conto transborda toda a realidade mascarada do mundo e nossa (muitas vezes) indiferença com o “resto”.
    Na discussão que houve em minha sala, houve a pergunta: Quem seria a dona Silvia, que não poderia ver o massacre e a podridão do ocorrido? Me intriguei com a resposta: Dona Silvia somos nós. Nada mais, nada menos que nós.
    Eu particularmente me encantei com a narrativa do conto e com cada adjetivo utilizado, principalmente os que descrevem a violência. Não me horrorizei ao ler aquilo, simplesmente porque a partir do momento que você enxerga o que é aquele conto (um espelho, talvez?) você nota que já viu tudo isso. E não era um conto. É a sua vida relatada maravilhosamente.
    Observamos massacres acontecendo à cada momento, uma higienização urbana, devemos esconder o lixo e a sujeira.
    Aposto que você desejou que houvesse uma conversa ali, um diálogo para entendermos o por quê do casal de anões ser tão arrogantes. Porém, é muito mais simples apenas arrastar as pedras do caminho e seguir normalmente.
    Vivemos num mudo cotidiano, “correto”. Você que é diferente deve se encaixar ou será descartado como um papel de bala. Essa é a decadência e tristeza do mundo em que vivemos.

    Jéssica Castilho. 3ºF

  21. Marina Rotella diz:

    No conto conseguimos observar alguns fatores que ocorrem atualmente na nossa sociedade, como por exemplo, o ato de esperar na fila durante muito tempo e simplesmente algumas pessoas passarem na sua frente, no caso dos anões tirando proveito de sua baixa estatura, essa situação de algumas pessoa quererem ter vantagens perante outras ocorre muito hoje em dia porém não necessariamente a de cortar a fila, mais sim o desrespeito com o próximo e com esse desrespeito que muitas vezes acontece com atitudes ou até mesmo só com palavras acaba gerando uma certa violência, no caso do conto ficou explicita a revolta e o modo com que os que foram desrespeitados reagiram, ao contrario poderiam ter com a razão feito a coisa certa, mais naquela situação por terem a terem feito “escondida” teria sido a melhor escolha, assim como ocorre atualmente, quando se faz por traz dos panos não existe problema algum, o que deveria mudar principalmente quando se trata de uma vida, e sempre procurar fazer justiça e não cometer mais erros, mudar não somente nos contos, mais no cotidiano em si.

    Marina Rotella 3ºE

  22. Karolyne Hattori, 3ºE diz:

    O jeito como o texto é contado faz, às vezes, com que esqueçamos que a narradora está em primeira pessoa e é uma das integrantes da fila, o que nos deixa com uma certa esperança de que o desfecho do texto seja com uma moral ou algo do tipo.
    Após ler o texto, refletir e ouvir a discussão em sala, conclui que a ‘arrogância’ dos anões pode, realmente, ser o modo que eles encontraram para ignorar os comentários e julgamentos das pessoas ‘normais’ e, pensando bem, quantas vezes nós mesmos não passamos a ignorar coisas que nos incomodam? Já que basta fugir um pouco do que dizem ser normal para que comecem os julgamentos.
    O texto expõe de uma forma inusitada a nossa própria realidade, já que passamos diariamente por situações que podem ser comparadas a essa. Por exemplo, tudo aquilo que o governo tenta esconder da população pode facilmente ser comparado com a parte do texto em que a balconista varre a ‘sujeira’ para que Dona Silvia não veja, além disso, o fato de a balconista ter varrido a ‘sujeira’ para o canto não quer dizer que Dona Silvia realmente não a viu, ela pode simplesmente ter fingido que não a viu e é o que muitas vezes fazemos, deixamos as coisas como estão -muitas vezes- por puro conforto.

  23. Matheus Eijii Kinchoku - 3°F - ETECAP diz:

    Em minha opinião, gostei muito desse texto, no primeiro momento se inicia como um texto normal, porem no final foi uma coisa muito inesperada, a morte do casal de anões, mas não foi uma coisa muito chocante. Este conto faz a gente refletir bastante sobre o nosso cotidiano, se isso pode realmente acontecer ou se acontecer como as pessoas reagiriam. E penso também qual foi o sentimento que Veronica Stigger sente ao escrever esse conto.

  24. Nicolas Stein diz:

    É um conto? Até agora achava que era reflexo…

    E de reflexão em cima de reflexo os outro comentários já refletiram o que pensei, e assim faço das palavras de Raquel Lilian as minhas…

  25. Marina Franceschini , 3ºG diz:

    O conto Os Anões reflete o modo muitas vezes hipócrita como lidamos com os problemas sociais atualmente. Quando aqueles pequenos correm atrás do tempo perdido que gastaram, como o exemplo citado no texto, ao levar todos os produtos na mão por não conseguirem alcançar o carrinho ou até mesmo quando estes não são vistos pelo atendente do outro lado do balcão, nós enxergamos como uma grande falha de caráter. Porém, o modo como os seres humanos ditos “normais” no conto, tratam o problema não é de uma forma justa, tentando compreendê-lo e resolvê-lo. Eles simplesmente partem para o mais fácil, para o desumano, como forma de fazer justiça.

  26. Anónimo diz:

    Na minha opinião o texto “Os Anões” serve para abrir nosso olhos para cenas que acontecem em nossa própria sociedade, onde o que é diferente é considerado estranho. Os que se consideram normais ou dentro dos padrões se julgam superiores e por esse motivo no direito de eliminar ou de julgar as pessoas que eles não aceitam.

    Dayane Nº: 07 3ªE

  27. Stella diz:

    O conto de Verônica Stigger está muito relacionado ao nosso cotidiano social. O conto expressa o poder daqueles que possuem estatura consideravelmente alta e querem por sua vez acabar com o problema dos quais diferem do comum, a baixa estatura, o sinônimo disso é o preconceito que gera a exclusão e toda a agressão. Nota-se também a pressa daqueles que estão na filam pelos termos “andem logo, é pra hoje” o que nada mais transmite que prazos, um motivo para que aquilo tenha um fim breve, este prazo é para que dona Sílvia (nós mesmos, outras nações) não presencie tudo aquilo, é para que ela não se desaponte. Então temos a atendente para higienizar, esconder a sujeira (o problema, os anões) para dona Sílvia não se incomodar e não ver, apenas ignorar.
    Vejo a Copa como título deste conto, pois os governantes (poderosos, de grande estatura) estão tomando decisões para que o Brasil esteja “apresentável” na COPA para a dona Sílvia admirar. E para auxiliar nesta missão temos nossos policiais e autoridades (atendentes) que estão agindo como profissionais da limpeza “limpando a casa” este ato envolve: Pinheirinhos, invasão da cracolândia, repressão da greve da policia militar em fortaleza, várias favelas sendo queimadas, a reforma Dilma, mas a importância de agir com hipocrisia, ignorância, egoísmo parece nula, se estivermos com a pretensão de obter a estética de um país que possa sediar a Copa sem problemas tão visíveis…
    E este problema com estatura nacional? Quais atendentes, clientes e donas Sílvias vão parar de ignorar e realmente refletirem?
    Creio que o texto expresse isso de fato.

    Stella Asbahr- 3°G

  28. Raquel Lilian diz:

    Eu realmente fiquei muito chocada no primeiro momento de leitura, mas depois de uma releitura reflexiva e com alguns aprofundamentos no contexto do texto,pude enxergar o que estava apenas vendo até então,o que realmente a autora propos ao colocar uma agressão fisica,o quanto ela desejou mostrar-nos que agredimos,moralmente e psicologicamente diariamente pessoas,com o etnocentrismo e com o senso comum que a sociedade atual criou,é um texto um tanto chocante no começo,mas depois percebemos que a autora apenas mostra de forma clara o que esta em nossa face e muita das vezes fechamos os olhos e deixamos de enxergar.
    RaqueL Lilian ~~>3ºF

  29. Mariana Xavier 3º E diz:

    Eu achei o texto um pouco intrigante. Não senti pena de nenhum lado, os dois estavam errados, lógico que quem parte para a ignorância perde totalmente a razão, porém podemos refletir que em certas situações todos nós somos somos ignorantes e seria necessária muita paciência para isto não acontecer. Fiquei pensando em como a Veronica tem uma bela criatividade e um certo pensamento malígno. Achei um texto um pouco complexo, reli várias vezes para fazer a síntese como foi pedido pela minha professora de LPL que expôs o texto na sala de aula, para conhecimento de todos. Bom, cada um interpreta de uma forma diferente, mas o texto é um ”pouco” chocante. 🙂

  30. Laura Moraes diz:

    Eu li esse texto na aula de LPL com a Gisele (que por sinal só tem dado histórias com finais trágicos, rsrsrs).
    Ela pediu pra fazer uma resenha e vou deixar como comentário um leve resumo dela.
    Eu coloquei como título “Anões mesmo são os de fora” no sentindo de que, os clientes sim que eram pequenos, pequenos o suficiente pra usarem do grande tamanho contra quem não tem.
    É isso que a gente vê todos os dias. Gente que abusa da força, do poder. E não é só em questão de tamanho não. É de status, em quesito de hierarquia e etc.
    Sempre assim, os “pequenos” que tentam algo e os “grandes” que abusam da gente.
    Como eu disse na resenha: eu não concordo com o fato de você usar de uma “deficiência” sua para se aproveitar dos outros, abusar do seu direito, mas concordo menos ainda, que quem não está satisfeito com a situação, parta para a violência ao invés de tentar algo pacífico.

    (Laura Moraes, 36, 3ºG)

  31. Patrícia diz:

    É verdade que os anões não tinham muito caráter. No entanto, menos caráter no entanto teve seus agressores, que os agrediram (mataram) por um motivo bem fútil, mas como tudo o q se faz de errado, se é escondido (no caso da tal dona silvia, acho q ela seria a sociedade as leis nao sei.. enfins pra quem não queremos mostrar nosso lado torpe).
    Apesar de meio chocante é uma ótima leitura pois nós continuadamente nos achamos justos e certos, sem ter a minima auto-critica.

  32. Núbia diz:

    Este conto de Veronica Stigger nos leva a reflexionar sobre a atual sociedade em que vivemos. No decorrer da leitura nos deparamos com muitas ações do cotidiano, como a hipocrisia, a indiferença, o estranhamento, e aquela dúvida do que é certo e do que é errado, além de perceber claramente como nos tornamos pessoas egoístas, assim, se identificando com cada personagem, seja o casal de anões, a balconista, a Dona Silvia, ou os clientes que se encontravam na fila. E com isso, temos que repensar nossas atidudes, nossa indignação com a indiferença, nossos atos ao julgar alguma pessoa, afinal o que é moral e ética? Valores que regem a ação humana, do que é certo e do que é errado, do que é proibido e do que é permitido, adequado ou inadequado, encontrar isso em nós e inserir na convivência social para termos, portanto, um caráter normativo.

    Núbia Evangelista – 3ºF

  33. Lari diz:

    Mais um texto no qual as retratações são diversas, e como uma delas a hipocrisia e ignorância onde a sociedade não aceita o fato do ser “diferente”, e como desculpa, usa o preconceito para auto-defesa. Faço uma segunda comparação do caso da “diferença”, com o jovem que foi espancado ao tentar proteger um mendigo que estava sendo agredido a chutes por cinco jovens de classe média, no Rio de Janeiro semanas atrás. E se alguém no texto tivesse intervido e defendido o casal de anões ? Talvez seja por isso que toda aquela “sujeira” havia sido empurrada com o rodo, assim como todos nós fazemos quando estamos arrependidos de algo que fizemos, ou até mesmo, NÃO FIZEMOS, no caso da balconista que permaneceu neutra depois de te-los ajudado com o banquinho, mais não ter feito nada para evitar a injustiça! Infelizmente são casos que estão presentes no nosso dia-a-dia, na rotina, no cotidiano, o preconceito, e a falta de respeito ao proximo é cada vez mais preocupante, e passar isso para a proxima geração se encaixa muito bem com o senhor e sua neta que também estavam na fila.
    Ja esta na hora da sociedade pensar nas atitudes, parar de rotular o proximo e estar ciente das consquências, afinal de ofendido, agressor e neutro todo mundo tem um pouco.

    Larissa Rosini, 3º E – ETECAP

  34. Karina Garcia diz:

    Neste conto de Veronica Stigger, admito, que logo após a leitura meu primeiro pensamento foi -mas porque estou sentindo pena destes anões, afinal eles não eram criaturinhas amargas?- não foi um dos melhores sentimentos que já senti em mim, então logo joguei fora o pensamento. Afinal, qualquer pessoa, seja ela qual for, não merece passar por brutalidade tal cometida contra estes anões. Grande parte da sociedade de hoje em dia, perdeu o amor pelo próximo, difícil falar de amor ao ler este conto, mas é isto que me intrigou, a falta de amor e compaixão para com o próximo. Vivemos tanto no mundo do: eu eu eu, que esquecemos do “você”.
    Vale lembrar também que atos como estes, se não piores, ocorrem todos os dias, e SIM, temos ciência disto tudo graças aos jornais,revistas,etc. Mas deixo aí um questionamento: Porque perdemos o sentimento de indignação ao vê-los todos os dias, e ao ler o conto a maioria,ou todos, se chocam?

    Karina Garcia 3°F

    • Nathalia diz:

      Olá Karina!
      Gostei do seu comentário, a questão que você deixou realmente é intrigante. Eu não saberia respondê-la de imediato. Mas ao ler o conto me lembrei de uma frase, da qual desconheço o autor, que diz o seguinte: “Nada é tão absurdo que o hábito não torne aceitável.”
      Talvez, perdemos o sentimento de indignação somente quando os acontecimentos absurdos ocorrem longe da gente, e aí somos apenas espectadores. Quando somos a vítima, todo o sentimento de revolta vem à tona, e por vezes agimos num impulso com sérias consequências. Também acho provável que o conto de Veronica Stigger choca pois não estamos acostumados a ler histórias com finais trágicos.

  35. Aline diz:

    Triste metáfora da realidade do nosso dia-a-dia sobrevivendo na sociedade. Injustiçando e sendo injustiçados por todos os tipos de diferenças aparentes ou não que distancia o indivíduo do povo e seu senso-comum.
    A maioria esquece-se de utilizar a consciencia sagrada que a natureza a todos abençoôu e a essencia de todo ser vivo que é o amor universal.

  36. Klauss Vidrich diz:

    “No conto em questão, houve uma valoração excessiva dos outros ocupantes da fila que ao se verem sendo passados para traz pelo casal de anões, reagem de uma forma muito irracional referente a situação, confundindo a importância da vida com um simples lugar na fila e se transformando em pessoas erradas por quererem se vingar da situação de uma forma incoerente com o contexto.”

    Klauss Vidrich, Nº35,3ºE, ETECAP

  37. Humberto Ferris diz:

    O texto da escritora Veronica Stigger tem um desfecho totalmente inesperado. Quando o casalzinho fura a fila, é claro que isso gera um sentimento nos integrantes da fila, no caso, a ira, porém, não se espera por um desfecho tão cruel, matá-los, para nós, é algo impensável.
    Outro ponto é que, o texto vem com o propósito de causar-nos indignação e, ao mesmo tempo, reflexão. Analisemos o que representa cada personagem no texto: o casal de anões, retrata, claramente, as pessoas desfavorecidas socialmente e a dona Silvia representaria a todos nós, pois, querendo ou não, quando saímos na rua, fingimos não ver esses problemas, ocultamos à nós mesmos, empurramos o problema para debaixo do tapete.
    Humberto 3°E

  38. Gilmar Jr. diz:

    “Vi a balconista, com um grande rodo, empurrando para um canto toda aquela sujeira”. Frase marcante que, ao meu ver, demonstra o que de fato acontece em nosso dia-a-dia: a omissão do ‘lixo’ em baixo do tapete, para que donas ‘Sílvias’ não vejam a barbárie. Mas o que será que é realmente bárbaro? Creio que a falta de sutileza em apresentar os detalhes do massacre foi essencial nesse texto…
    Vejo a indiferença dos anões para com as outras pessoas como uma válvula, uma técnica para fugir de situações ruins que já tenham passado. Isso talvez explique sua ‘folga’.
    Os protagonistas são visivelmente personagens tipo. Representam toda e qualquer pessoa que sofra algum tipo de preconceito. Inclusive, faço uma comparação dos clientes da confeitaria com o norueguês Anders Behring que em julho do ano passado matou 77 pessoas na Noruega para demonstrar seu protesto contra a ocupação islâmica na Europa. E aí, vê-se que não apenas os anões, mas também os clientes são personagens que representam várias pessoas da nossa sociedade. Não seríamos nós mesmos assim às vezes?
    Ótimo texto pra se refletir.

    Gilmar Jr., 3º E.

  39. Minhas queridas e queridos,
    Ótimos comentários! Nossa intenção neste blog é exatamente esta: formentar o debate, a reflexão e as suas manifestações. Só NÃO SE ESQUEÇAM DE IDENTIFICAR SEUS NOMES, NÚMEROS, SÉRIES E ESCOLA, senão teremos dificuldades em avaliá-las (quando este for o caso).
    Abraços,
    Festi

  40. Anónimo diz:

    Os anões, brinca entre o que deve e não deve ser. Fala da higienização que deveras provocamos quando queremos passar sem que nossos olhos vejam aquilo que tememos, discute o gênero, o tamanho, o esteriótipo. Por serem eles anões, Veronica faz uso do tamanho com o qual os descreve, para indicar o modo como enxergamos o outro. Seriam eles mais fracos pelo tamanho diminuto? O receptor da ação, representado pelos clientes da doceria, acredita que sim. O receptor eleva-se e reproduz em violência o que fazemos todos os dias: empurramos para o canto toda a nossa sujeira. E como a menina, a velha e os outros clientes, vez ou outra concordamos, sem maiores preocupações, com o que foi imposto. E as próximas, as que já passaram e as que permanecem, gerações o farão. Devemos, então, preocuparmos-nos com o que passou e o que virá, de modo que o pretérito e o futuro, encontrem-se juntos, na procura de uma sujeira que não seja varrida para os cantos? Creio que sim. Creio que precisamos de uma sujeira que deixe de ser considerada como sujeira e como um anão, que seja como uma torre, que seja como uma muralha. De anão todo mundo tem um pouco (se é que entendes que a fraqueza é toda maquiada). Mas e de grande homem, todo mundo tem um pouco, também? Onde está a coragem para encararmos, aceitarmos e lutarmos, sem a pregação, o domesticado, o automático rastro deixado pelos clientes que resolvemos imitar, contra nossos próprios pré-conceitos?

    Caroline Chiarelli – 3ºF

  41. Bia B. diz:

    Acho muito interessante o texto de Veronica Stigger pois ela nos faz refletir sobre as ações das pessoas, e de nós mesmos, frente às situações enfrentadas na nossa sociedade. Acho que ela nos faz refletir a respeito do caráter e da hipocrisia, pois, ao mesmo tempo em que as personagens se sentem injustiçadas em função dos anões furarem a fila, ao matá-los elas também estariam cometendo uma injustiça, e isso é um grande questionamento, pois o que é certo e o que é errado?

    Beatriz 3ºG

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