Programação Cinema – MIS Campinas

PROGRAMAÇÃO CIRCUITO MIS DE CINEMA/ 2012 JUNHO

“PROGRAMAÇÃO ESPECIAL”

Semana  MEIO AMBIENTE

Ciclo Brasil nas telas

O catador Diógenes

Dia: 01/ 06 / 12 (sexta-feira) – 19h                                                      

Direção: Coordenadoria de Vigilância em Saúde e Vigilância em Saúde Leste                  Produção: Estúdio 30                                                                                                                              Ano: 2008                                                                                                                                           Sinopse: O documentário mostra o trabalho integrado entre a Saúde Mental e  a Vigilância Ambiental com pessoas que se dizem catadoras de materiais recicláveis, mas, não comercializam os mesmos, gerando grande acúmulo de lixo em suas residências e transtorno na vizinhança oferecendo riscos à saúde e ao meio ambiente.                                                                   14 min

“À MARGEM DO XINGU – vozes não consideradas”

Dia: 01/ 06 / 12 (sexta-feira) – 19h15 min – Debate após a exibição

Direção: Damià Puig

Ano: 2011

Sinopse: Em viagem pelo rio Xingu, inúmeros moradores da região serão atingidos pela possível construção da hidrelétrica de Belo Monte. Relatos de ribeirinhos, indígenas, agricultores, habitantes da região de Altamira na Amazônia e especialistas da área compõem parte deste complexo quebra-cabeça. São reflexões sobre o passado obscuro deste polêmico projeto e que elucidam o futuro incerto da região e das pessoas às margens do Xingu

90 min

 

Catadores Encantadores

Dia: 02 / 06/ 12 (sábado) – 16h

Direção: Coordenadoria de Vigilância em Saúde e Vigilância em Saúde Norte
Produção: Estúdio 30
Ano: 2008
Sinopse: O documentário é sobre a importância da atividade do catador para o
meio ambiente e o trabalho que visa promover a saúde deste trabalhador
(saúde física e mental), pois, muitos desconhecem a importância de sua
atividade e os cuidados que devem tomar para evitar doenças.
15 min

“LIXO EXTRAORDINÁRIO”

Dia: 02 / 06/ 12 (sábado) – 16h15min – Debate após a exibição

Direção: Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley

Ano: 2009

Sinopse: Filmado ao longo de dois anos (agosto de 2007 a maio de 2009), Lixo Extraordinário acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los. No entanto, o trabalho com esses personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugeridos a reimaginar suas vidas fora daquele ambiente. A equipe tem acesso a todo o processo e, no final, revela o poder transformador da arte e da alquimia do espírito humano.

99 min

 

CICLO:  “CINEMA & LITERATURA”

Curadoria:  Ricardo Pereira

“GRANDES ESPERANÇAS” – “Great Expectations ”

Dia: 02 / 06 / 12 (sábado) – 19h30min – Debate após a Exibição

Direção: David Lean

Ano: 1946 – (Inglaterra)                                                                                                                                                   Elenco: John Mills, Valerie Hobson, Martita Hunt, Alec Guinness, Jean Simmons, Bernard Miles, Francis L. Sullivan, Finlay Currie, Anthony Wager, Freda Jackson                                                                                                                                            Sinopse: Modernização do clássico de Charles Dickens, sobre um jovem artista órfão que se apaixona por uma linda mulher. Criada por senhora cruel e amargurada por ter sido abandonada no altar, ela o trata friamente, mas um misterioso benfeitor muda o destino do rapaz.                                                                                                                          118 min p&b

                                                                                             

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL”

Semana  MEIO AMBIENTE

Trilogia Qatsi

“KOYAANISQATSI”

Dia: 04 / 06 / 12 (segunda-feira) – 19h – Debate após a exibição

Sinopse: Documentário lançado em 1983 dirigido por Godfrey Reggio com música do compositor Philip Glass. A trilha sonora deste documentário possui grande importância, pois o desenrolar tem a velocidade e o tom ditados por ela. Não existem diálogos e também não são feitas narrações durante todo o documentário. São apresentadas cenas em paisagens naturais e urbanas, muitas delas com a velocidade de exibição alterada. Algumas cenas são passadas mais rapidamente e outras mais lentamente que o normal, criando, com a trilha sonora, uma idéia diferente da passagem do tempo. Vários dos efeitos apresentados se tornaram clichês usados em outros filmes e programas de televisão. A palavra koyaanisqatsi tem origem na língua Hopi e quer dizer “vida desequilibrada”, ou “vida louca”. O significado é revelado ao final do documentário antes da apresentação dos créditos. No final do documentário são cantadas três profecias do povo Hopi em sua própria língua, as quais também têm suas traduções apresentadas antes dos créditos. O filme leva sua audiência a refletir sobre os aspectos da vida moderna que nos fazem viver sem harmonia com a natureza, bem como a pressão exercida pelas inovações tecnológicas que tornam o cotidiano cada vez mais rápido.

“POWAQQATSI”

Dia: 05 / 06 / 12 (terça-feira) – 19h – Debate após a exibição

Sinopse: Documentário lançado em 1988 dirigido por Godfrey Reggio com música do compositor Philip Glass. É o segundo filme da trilogia Qatsi. Powaqqatsi vem da língua Hopi e quer dizer “vida em transformação”. Como os demais filmes da trilogia, não são apresentadas narrativas ou diálogos durante todo documentário. Apenas no final é revelado o significado do nome powaqqatsi. Os filmes da trilogia estruturam-se num tripé: o encadeamento conceitual, a carga imagética e o rítmo musical. O filme chama atenção pelas imagens fortes e contundentes, um caleidoscópio de cores, comportamentos, culturas, festas, sofrimento. O tema destacado é o trabalho humano levado aos seus limites, uma loucura onde desestabilizamos o mundo para sobrevivermos em condições ultrajantes. Pontilhado de paradoxos, a narrativa de Powaqqatsi descreve, ao som da música de Glass, o duelo entre o homem e a natureza, onde a adaptação da natureza aos nossos desejos produz o desequilíbrio que nos ameaça. A tecnologia se amalgama a Terra, destrói toda diversidade pelo padrão das repetições, como se o planeta fosse lentamente transformado numa fábrica insana. Ao lutar pela sobrevivência, os homens são colocados no seu limite. As relações desiguais se configuram em exploração desenfreada. A seqüência inicial nos interessa de perto. Mostra Serra Pelada no auge do garimpo. Milhares de homens sujos de lama se embrenham terra adentro…olhares ambíguos…vazios de vida…cheios de esperança…corpos moldados pelo peso que carregam, e quem assiste as imagens se verga com eles. A música de Phillip Glass ressalta esse efeito num diapasão repetitivo, intenso, mas nunca monótono.

“NAQOYQATSI”

Dia: 06 / 06 / 12 (quarta-feira) – 19h – Debate após a exibição

Sinopse: Documentário lançado em 2002 dirigido por Godfrey Reggio com música do compositor Philip Glass e com trechos executados pelo violoncelista Yo-Yo Ma. É o último filme da trilogia Qatsi, que é composta juntamente com os documentários Koyaanisqatsi (1983) e Powaqqatsi (1988). O primeiro aborda principalmente o hemisfério norte, o segundo o sul e países asiáticos, ficando com este terceiro a grandiosidade de abordar o planeta como um todo, conectado, globalizado, mergulhado na tecnologia que encurta distâncias e acelera processos de destruição devido ao seu mau uso. Naqoyqatsi é uma expressão da língua Hopi que significa “a vida como uma guerra” ou “a guerra como um meio de vida”. Também há uma sugestão de interpretação como “violência civilizada”. Ao contrário dos demais documentários da trilogia, Naqoyqatsi não foi produzido através de filmagens. Foram utilizados filmes e imagens de arquivo manipulados digitalmente e intercalados com cenas produzidas por computação gráfica, com efeitos de pós-produção como fotografia térmica. Esta maneira de produzir o filme não foi à toa; o diretor escolheu produzir o filme a partir de imagens e vídeos extraídos de banco de imagens para desta forma justificar a constante apropriação que o atual mundo tecnológico nos permite e nos impulsiona a fazer (samplers, remixagens, copy paste…). Além do mais, desta forma, o diretor acaba demonstrando também que a presença da tecnologia se faz essencial e predominante na produção do filme, ou seja, sem a tecnologia, nem o filme e nem nosso atual quadro de vida existiriam. Este documentário leva a audiência a refletir sobre a nossa relação com a natureza, a influência da tecnologia em nossas vidas e as novas maneiras de se relacionar dentro de um atual quadro frenético mergulhado na conectividade tecnológica. Há uma ênfase especial sobre a competitividade, os conflitos do mundo e a violência.

CICLO: ” DIVERSIDADE CULTLURAL, outras linguagens, outros olhares”

Curadoria: Adriano de Jesus

“MAL DOS TRÓPICOS” – “Sud Pralad ”

Dia: 08 / 06 / 12 (sexta-feira) – 19h – Debate após a Exibição                                             Direção: Apichatpong Weerasethakul                                                                                                                               Ano: 2004 – (Tailândia )                                                                                                                                                 Elenco: Banlop Lomnoi, Sakda Kaewbuadee, Huai Dessom, Sirivech Jareonchon, Udom Promma                                                                                                                   Sinopse: A vida é feliz e o amor é simples para os jovens Keng e Tong. Keng é um soldado e Tong trabalha no campo. O tempo passa, ritmado pelas noites na cidade, pelos jogos de futebol e pelas agradáveis reuniões na casa da família de Tong. Um dia, quando as vacas da região começam a ser decapitadas por um animal selvagem, Tong desaparece. A lenda diz que um homem pode se transformar em animal selvagem. Keng parte então sozinho para o coração da floresta tropical, onde o mito muitas vezes se torna realidade.                                                                                                                                               115 min

“O MENINO PEIXE” – “El Niño Pez ”

Dia: 09 / 06 / 12 (sábado) – 16h – Debate após a Exibição

Direção: Lucía Puenzo                                                                                                                         Ano: 2009  -(Argentina)                                                                                                                                                 Elenco: Inés Efron, Mariela Vitale, Carlos Bardem, Arnaldo André, Julián Doregger, Sandra Guida,  Pep Munné e Diego Velázquez.                                                                                                                   Sinopse: Lala, uma adolescente que vive no bairro mais rico de Buenos Aires, está apaixonada por Guayi, a empregada paraguaia de 20 anos que trabalha em sua casa. Elas sonham em viver juntas no Paraguai, às margens do lago Ypoá. Mas o assassinato do pai de Lala apressa seus planos, e ela foge pela estrada que liga o norte de Buenos Aires ao Paraguai. Enquanto Lala espera sua amante em Ypoá, reconstruindo seu passado – o mistério de sua gravidez e a lenda de que um menino peixe guia os afogados até o fundo do lago -, Guayi é levada para um instituto de menores. Ela também esconde um crime em seu passado.                                                                                                                                   96 min.

CICLO:  “MÚSICA – CineBiografia”

a dimensão histórica da linguagem musical, propiciando experiências sonoras  diferentes que contribuam para o amadurecimento da percepção auditiva.

Curadoria:  Alberto Cohon

“THE DEBUSSY FILM” – “”

Dia: 09 / 06 / 12 (sábado) – 19h30min – Debate após a Exibição

Direção: Ken Russell                                                                                                                       Ano: 1965 – (Reino Unido )                                                                                                                                    Sinopse: Uma equipe técnica tenta filmar a vida de Debussy, tentando captar sua personalidade em algumas passagens de sua vida. Um dos seis filmes que Ken Russel projetou para a BBC nos anos 60.                                                                                                                              85 min

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

   Cineblues
“SOUL OF A MAN ”                                                                                                                 

Dia: 14 / 06 / 12 (quinta-feira) – 19h30min – Debate após a Exibição

Direção: Wim Wenders                                                                                               

Ano: 2003                                                                                                                               Sinopse: Nesse filme, o realizador Wim Wenders analisa a tensão dramática do blues, entre o sagrado e o profano, ao explorar a vida e a música de três dos seus artistas favoritos: Skip James, Blind Willie Johnson e J.B. Lenoir. Com uma parte histórica e outra de peregrinação pessoal, o filme conta a história dessas vidas de música, através de uma extensa seqüência de ficção, de um arquivo de imagens raras, de documentários atuais e da reprodução das suas músicas por artistas contemporâneos, tais como: Shemekia Copeland, Garland Jeffreys, Nick Cave, Los Lobos, Eagle-Eye Cherry, Vernon Reid, James Blood Ulmer, Lou Red, Bonnie Raitt, Marc Ribot, The Jon Spencer Blues Explosion, Lucinda Williams e T Bone Burnett. Wim Wenders diz: “Estas músicas tem um grande significado para mim. Eu sinto que há mais verdade em qualquer uma delas do que em qualquer. Tentei descrever, mais como um poema do que como um documentário, aquilo que me marcou mais nas suas músicas e vozes”.                                                        120 min

 

 

 

CICLO: ” ESTADO E SOCIEDADE NA AMÉRICA LATINA”

Mostra:                                                                                                                                                                      México: Revolução Inacabada e Rebelião em Oaxaca                                                                                                                                   

Curadoria: Cineclube INVERT

“REED, MÉXICO EMERGENTE”  ”Reed – México Insurgente”

Dia: 15 / 06 / 12 (sexta-feira) – 19h – Debate após a Exibição

Direção: Paul Leduc

Ano: 1973 – (México )

Elenco: Eduardo López Rojas, Claudio Obregón, Eraclio Zepeda.

Sinopse: Primeiro filme que retratou fielmente a revolução mexicana do começo do século XX, mostra as memórias de John Reed, um jornalista americano contagiado pela revolução mexicana que dedicou o resto da vida na defesa da liberdade de rebelião.                                                                                                                                                            124 min

“UM POUCO DE TANTA VERDADE”

Dia: 16 / 06 / 12 (sábado) – 16h – Debate após a Exibição

Direção: Jill Freidberg                                                                                                                        Ano: 2006  – (México )

Sinopse: Em maio de 2006 começa uma greve de professores lutando por melhores salários e condições sociais, termina em uma rebelião popular em Oaxaca. Com várias entrevistas dos lutadores sociais, o documentário conta o desenvolvimento dos acontecimentos e a luta política.                                                                                                                                                      93 min

CICLO:  “Horror Clássico”

Curadoria:  Sinistro

“FRANKENSTEIN”

Dia: 16 / 06 / 12 (sábado) – 19h30min – Debate após a Exibição

Direção: James Whale

Ano: 1931 – (EUA )

Elenco: Colin Clive, Boris Karloff, Dwight Frye, Edward Van Sloan, Mae Clarke           Sinopse: Frankenstein é um filme estadunidense da Universal Studios lançado em 1931, baseado no livro Frankenstein de Mary Shelley, dirigido por James Whale. Boris Karloff estrela como o mais memorável monstro do cinema, naquele que muitos consideram o maior filme de horror já realizado. Dr. Frankenstein (Colin Clive) ousa intrometer-se entre a vida e a morte, criando um monstro humano (Karloff) utilizando partes de cadáveres. A adaptação de James Whale, combinada com o retrato piedoso de Karloff de uma criatura que procura desesperadamente uma identidade, transforma o filme “Frankenstein” numa obra-prima do gênero.                                                                                                                            71 min – P&B

 

CICLO: ”O CINEMA DE ALMODOVAR”

Curadoria: Antonio Joaquim Andrade

“MULHERES Á BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS” – “Mujeres al borde de un ataque de nervios ”

Dia: 22 / 06 / 12 (sexta-feira) – 19h – Debate após a Exibição

Direção: Pedro Almodóvar

Ano: 1987 – (Espanha)

Elenco: Carmen Maura, Antonio Banderas, Maria Barranco, Julieta Serrano, Rossy de Palma, Kiti Manver, Fernando Guillén.                                                                                                                     Sinopse: Numa das coberturas mais chiques da Espanha, três mulheres chegaram a seu limite psicológico. Super-sexy Pepa (Carmen Maura) sempre obcecada com Iván (Fernando Guillén), o amante que terminou com ela deixando um recado na secretária eletrônica! Sua melhor amiga, a neurótica Candela (Maria Barranco) procura refúgio na casa de Pepa, pois recentemente descobriu que seu amante é um terrorista shiita. E a ex-esposa de Ivan, Lucia (Julieta Serrano), acaba de voltar de uma estadia de 20 anos em uma instituição para doentes mentais. Elas são todas completamente malucas – na verdade, estão à beira de um ataque de nervos… e uma delas está prestes a cometer um assassinato, a menos que as outras amalucadas “femmes fatales” possam detê-la.                                                                                                                            90 min

“ATA – ME! ” – “Átame ”

Dia: 23 / 06 / 12 (sábado) – 16h – Debate após a Exibição

Direção: Pedro Almodóvar

Ano: 1989 – (Espanha)

Elenco: Victoria Abril, Antonio Banderas, Francisco Rabal                                                                                                                   Sinopse: Ricky (Antonio Banderas) sai de um reformatório psiquiátrico e vai para um set de filmagens, onde Marina Osorio (Victoria Abril), uma ex-viciada em heroína e ex-atriz pornô que ele já conhecia de um bordel, está filmando um filme de terror “B” que está sendo dirigido por Maximo Espejo (Francisco Rabal), um diretor conhecido que está tentando se recuperar após ter tido um forte derrame, que o deixou preso a uma cadeira de rodas. Após o término das filmagens, Ricky invade o apartamento de Marina e lhe diz que quer ser seu marido e o pais dos seus filhos. Ele resolve deixá-la amarrada na cama até Marina aprender a amá-lo, mas diversas situações imprevistas dão um novo rumo aos acontecimentos.                                                                                                                                                                                                                                                                                   111 min

 

CICLO:  “It’s Only Rock’n Roll”

Curadoria:  Alfeu Da Costa Filho

“TOMMY – o filme”

Dia: 23 / 06 / 12 (sábado) – 19h30min – Debate após a Exibição

Direção: Ken Russell

Ano: 1975 – (Inglaterra )                                                                                                                                     Elenco: Roger Daltrey, Ann-Margret, Oliver Reed, Jack Nicholson, Tina Turner, Elton John, keith Moon, Eric Clapton, Pete Townshend, John Entwistle, The Who.                                                                                                            Sinopse: Tommy, o filme, é adaptado da Ópera Rock da banda inglesa The Who. O álbum Tommy foi lançado em 1969 e foi filmado por Ken Russel, e exibido no ano de 1975. Tommy, o filme, introduziu o conceito de ópera rock filmada por ter sido a primeira a ser produzida. Para o filme foi gravado um outro álbum com a trilha sonora do filme que era basicamente a mesma do álbum original lançado pelo The Who, 1969. A diferença dos álbuns está na vocalização, que ao invés de ser somente a voz de Daltrey, é feita pelos atores que participaram do filme e também na disposição das músicas. Porém nada que altere fundamentalmente a história original. A história se trata sobre o garoto Tommy que após ter visto sua mãe e seu padastro matarem seu pai, fica cego, surdo e mudo. Sem interface nenhuma com o mundo exterior, Tommy vive em um mundo paralelo. Tommy cresce e se torna o campeão de pinball se tornando um líder da juventude. Quando Tommy quebra o espelho recupera todos os seus sentidos perdidos e lidera uma legião de jovens que vêem Tommy como um novo messias. Essa mesma legião se revolta contra Tommy por ver que se tratava de um falso messias.                                                                                                                             111 min

 

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

Curadoria: WWW.blogErratão.spaceblog.com.br

“VELVET GOLDMINE”

Dia: 27 / 06 / 12 (quarta-feira) – 19h – Debate após a Exibição

Direção: Todd Haynes

Ano: 1998 – (Reino Unido)

Elenco: Christian Bale, Jonathan Rhys Meyers, Ewan McGregor, Toni Collette, Wash Westmoreland, Eddie Izzard,

Sinopse: O enredo do filme conta a história do jornalista Arthur Stuar), que em 1984 é designado pelo jornal em que trabalha para descobrir o paradeiro do controverso cantor de glam rock Brian Slade, que nos anos 70 forjou a sua morte no auge da carreira para se ver livre da pressão que sentia. Daí em diante somos levados a um mundo cheio de glitter, sexo livre e muito rock´n´roll que fazia Londres fervilhar na década de 70. Apesar de Velvet Goldmine apresentar um panorama sobre o glam rock britânico, todos os personagens mostrados no filme são fictícios, tendo sido inspirado em alguns dos líderes do gênero da época, como David Bowie e Iggy Pop.                                                                                                                           123 min

 

 

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL

Curadoria: Sônia Regina Ferreira de Oliveira

Ciclo: O cinema produzido por Thomaz Farkas: Outras verdades sobre o Brasil

 

Entre as décadas de 1960 e 1970 um grupo de jovens cineastas, liderado pelo fotógrafo, empresário e produtor Thomaz Farkas, lançou-se na aventura de realizar um cinema que mostrasse um Brasil não veiculado ou valorizado pela imprensa e círculos culturais do chamado Sul Maravilha. Rodaram o Nordeste do país, no que ficou conhecido como a Caravana Farkas, retratando a literatura oral, a religiosidade popular, o artesanato, a política e economia, enfim o sertanejo em seu cotidiano. Nas regiões sul e sudeste, olharam para o futebol, as colônias italianas em seus costumes, as escolas de samba. Sempre no mesmo intuito de registrar tradições culturais em pleno processo de transformações trazidas pela urbanização, industrialização e massificação dos meios de comunicação. Passados mais de 40 anos, tais documentários constituem rico material para recuperação da história de nosso país.

 

 

Programação: Sessão 1 – Brasil Verdade

Dia: 29 / 06 / 12 (sexta-feira) – 19h – Debate após a Exibição

 

 

Memória do Cangaço (1964, 29 min)

Direção: Paulo Gil

Sinopse: Paulo Gil Soares, assistente de Glauber Rocha em Deus e o Diabo na Terra do Sol, relata a vida no cangaço a partir de entrevistas com ex-cangaceiros, seus familiares e membros das volantes como o Jose Rufino, que inspirou o personagem Antônio das Mortes. Inclui trechos filmados pelo mascate Abraão Benjamim, no ano de 1936, mostrando Lampião e seu bando.

Ficha técnica:

Pesquisa, estrutura e direção: Paulo Gil Soares. Assistência de direção: Terezinha Muniz. Fotografia e câmera: Affonso Beato. Fotografia de cena: Dolly Pussi. Apresentação: Lygia Pape. Montagem: João Ramiro Melo. Sincronização: Afonso Beato e Paulo Gil Soares. Produção: Thomaz Farkas. Produção executiva: Edgardo Pallero.

 

Viramundo (1965, 37 min)

Direção: Geraldo Sarno

Sinopse: Sarno registra a chegada de nordestinos em São Paulo, a procura de emprego, e seu retorno ao nordeste após constatar a precariedade das condições de vida e trabalho oferecidas pela grande metrópole.

Ficha técnica:

Fotografia: Thomaz Farkas e Armando Barreto.

Assistência de Câmera: Antônio Mateus. Som direto: Sérgio Muniz/ Maurice Capovilla/ Wladimir Herzog/ Eduardo Pallero. Música: Caetano Veloso. Letra: José Carlos Capinan. Interpretação: Gilberto Gil. Produção: Thomaz Farkas. Produção executiva: Edgardo Pallero. Diretor de produção: Sérgio Muniz.

 

Nossa Escola de Samba (1965, 29 min)

Direção: Horácio Gimenez

Sinopse: Ao acompanhar a organização do desfile da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, Horácio Gimenez vai nos revelando o cotidiano da vida no

morro: homens e mulheres que diariamente descem ao asfalto para trabalhar, adolescentes que esgotam as possibilidades de estudos por falta de escolas, as muitas crianças aprendendo a fazer samba, de olhos vidrados nos passistas e cantores que orgulhosos empunham seus instrumentos na grande festa do carnaval carioca.

Ficha técnica:

Fotografia: Alberto Salva Contel e Thomaz Farkas. Fotos de cena: Dolly Pussi. Texto baseado nas declarações de Antônio Fernandes da Silveira (China), membro fundador da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, colaboração de Dejean Pellegrin. Narração: Arlindo Maximiano dos Santos. Efeitos sonoros: Walter Goulart. Montagem: José Frade/ Assist. Raymundo Guimarães. Produção: Thomas Farkas. Produção executiva: Edgardo Pallero.

 

Thomaz Farkas, brasileiro (2007, 16 min).

Direção: Walter Lima Jr.

 

 

Programação: Sessão 2 – Maurice Capovilla e Geraldo Sarno

Dia: 30 / 06 / 12 (sábado) – 16h – Debate após a Exibição

 

Subterrâneos do futebol (1965, 33 min)

Direção: Maurice Capovilla

Sinopse: O esporte mais popular do país é olhado em seus bastidores, destacando-se a paixão da torcida e as condições de trabalho dos jogadores, avaliadas por familiares como de exploração pelos times que já se esboçavam como grandes empresas lucrativas.

Ficha técnica

Fotografia: Thomaz Farkas e Armando Barreto. Texto: Celso Brandão. Narração: Anthero de Oliveira. Seleção musical: Walter Lourenção. Assessores esportivos: Celso Bandão e Onofre Gimenez. Montagem: Luiz Elias/ Assessoria de montagem: Roberto Santos. Produção: Thomaz Farkas. Produção executiva: Edgardo Pallero. Chefe de produção: Wladimir Herzog. Colaboradores: Clarice Herzog, Francisco Ramalho, João Batista Andrade, José Américo Viana, Canal 100.

 

 

Entrevista com Maurice Capovilla

Imagens e edição do Carlos Tavares.

 

Eu carrego um sertão dentro de mim (1980, 14 min)

Direção: Geraldo Sarno

Sinopse: Mestre Noza Severino Pinto (poeta e cantador), Coronel Heráclio, e Raimundo Silvestre dos Santos (artesão), são três homens do sertão nordestino retratados tendo por pano de fundo um belíssimo texto de João Guimarães Rosa.

Ficha técnica:

Fotografia: Pedro e Thomaz Farkas. Som: De La Riva. Texto: João Guimarães Rosa. Voz: Nelson Xavier.

 

Casa de farinha (1970, 13 min)

Direção: Geraldo Sarno

Sinopse: O documentário mostra a agricultura familiar de produção da farinha nas pequenas propriedades nordestinas dos anos de 1960. Técnicas primitivas e submissão do trabalhador ao dono da terra, marcam estes processos de trabalho.

Ficha técnica:

Fotografia: Affonso Beato e Lauro Escorel. Som direto: Sidney Lopes. Som: De La Riva. Narração: Tite de Lemos. Seleção musical: Ana Carolina. Letreiros: Lenio Braga. Montagem: Eduardo Escorel e Amauri Alves. Produção: Thomaz Farkas (Saruê Filmes). Produção executiva: Edgardo Pallero/ Sérgio Muniz.

 

Os Imaginários (1970, 9 min)

Direção: Geraldo Sarno

José Duarte, José Ferreira, Manuel Lopes e Walderedo Gonçalves, são artesãos que nos contam de seus processos criativos em modificação frente às expectativas dos turistas, novos consumidores de sua arte.

Ficha técnica:

Fotografia: Affonso Beato, Lauro Escorel e Leonardo Bartucci. Som: De La Riva Narração: Othon Bastos. Seleção musical: Ana Carolina. Letreiros: Lenio Braga. Animação: Marcelo Tassara. Montagem: Eduardo Escorel e Amauri Alves. Produção: Thomaz Farkas (Saruê Filmes). Produção executiva: Edgardo Pallero/ Sérgio Muniz/ Wladimir de Carvalho/ Trevisan.

 

 

Programação: Sessão 3 – Paulo Gil Soares e Sérgio Muniz

Dia: 30 / 06 / 12 (sábado) – 19h30min – Debate após a Exibição

 

Erva Bruxa (1970, 21 min)

Pesquisa, roteiro e direção: Paulo Gil Soares.

Sinopse: Relato sobre a produção do tabaco no estado da Bahia. Retratos de uma economia familiar, com técnicas primitivas.

Ficha técnica:

Assistência de direção: Terezinha Muniz. Fotografia e câmera: Affonso Beato/ Assistente: Lauro Escorel. Apresentação: Lênio Braga. Montagem: Geraldo Veloso/Assistente: Amauri Lopes. Som direto: Sidney Paiva Lopes. Mixagem: Carlos de La Riva. Produção: Thomaz Farkas. Produção executiva: Edgardo Pallero e Sérgio Muniz/ Assistente: João Trevisan. Músicas: Primavera de Vivaldi, Cantos de Orixás e Branca, de Zequinha de Abreu.

 

Vaquejada (1970, 11 min)

Pesquisa, roteiro e direção: Paulo Gil Soares.

Sinopse: Como estudioso da cultura local, Ariano Suassuna surge neste filme nos explicando sobre as origens das tradições ligadas à vaquejada e mostrando a poesia que envolve os desafios do homem na busca de superar a força do gado.

Assistência de direção:Terezinha Muniz. Fotografia: Affonso Beato. Câmeras adicionais: Lauro Escorel e Thomaz Farkas. Apresentação: Lênio Braga. Montagem: Geraldo Veloso/Assistente: Amauri Lopes. Som direto: Sidney Paiva Lopes. Mixagem: Carlos de La Riva. Produção: Thomaz Farkas. Produção executiva: Edgardo Pallero e Sérgio Muniz/ Assistente: João Trevisan. Música: Cego Birrão.

 

Frei Damião trombeta dos aflitos, martelo dos herejes (1970, 20 min)

Pesquisa, roteiro e direção: Paulo Gil Soares.

Sinopse: Documentário construído a partir de entrevista com o frei Damião e devotos fanáticos do serão da Paraíba.

Ficha técnica:

Assistência de direção: Terezinha Muniz. Fotografia: Affonso Beato. Câmeras adicionais: Lauro Escorel e Thomaz Farkas. Apresentação: Lênio Braga. Montagem: Geraldo Veloso/Assistente: Terezinha Muniz e Amauri Alves. Som direto: Sidney Paiva Lopes/ Assistente: Lauro Escorel. Mixagem: Carlos de La Riva. Produção: Thomaz Farkas. Produção executiva: Edgardo Pallero e Sérgio Muniz/ Assistente: João Trevisan. Música: Banda de Pífanos de Caruaru.

 

Rastejador (1969, 24 min)

Pesquisa, roteiro e direção: Sérgio Muniz

Sinopse: Figura conhecida no nordeste dos tempos do cangaço, o rastejador demonstra neste filme sua capacidade de observar o meio ambiente e sua engenhosidade para sobreviver no agreste.

Ficha técnica:

Assistente de direção: João Silvério Trevisan. Fotografia: Thomas Farkas. Narração: Othon Bastos. Som direto: Sidenei Paiva Lopes. Roteiro: Cinema de Cordel. Assistente de montagem: Maria Alice Machado. Berimbau de boca: Antônio Calunga. Produção: Thomaz Farkas. Produtores executivos: Edgardo Pallero e Sérgio Muniz.

 

De raízes e rezas, entre outros (1972, 38 min)

Direção: Sérgio Muniz

Sinopse: A religiosidade do povo nordestino retratada em uma original montagem de imagens da vida cotidiana e de depoimentos prestados por rezadeiras.

Argumento, roteiro e edição: Sérgio Muniz e Francisco Ramalho Jr. Fotografia: Thomaz Farkas, Affonso Beato, Jorge Bodansky. Narração: Othon Bastos. Texto: Sérgio Muniz. Som direto: Sidnei Paiva Lopes e Hermano Penna. Música: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Pablo Milanes e outros. Co produção: Thomaz Farkas, Cinema de Cordel, Cinemateca do MAM R.J. Produção executiva: Edgardo Pallero e Sérgio Muniz.

LOCAL

Museu da Imagem e do Som – Campinas

Palácio dos Azulejos

Rua: Regente Feijó, 859

Programação sujeita a alterações

Entrada Franca (40 lugares)

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