O Cálice de ontem e hoje…

Debate aberto… isso é uma atividade livre para reflexão sobre a ditadura de ontem e hoje.

Assista aos dois vídeos e responda a questão:

A música Cálice de Chico Buarque foi composta durante a Ditadura Militar brasileira. A versão de Cálice do rapper Criolo afirma que a “ditadura” ainda sobrevive. O que ele quis dizer com essa afirmação? Você acha possível fazer uma relação entre a música de Chico e a versão de Criolo?

Letra da música Cálice de Chico Buarque

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor e engolir a labuta?
Mesmo calada a boca resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada, prá a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda (Cálice!)
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, Pai, abrir a porta (Cálice!)
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade?
Mesmo calado o peito resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno (Cale-se!)
Nem seja a vida um fato consumado (Cale-se!)
Quero inventar o meu próprio pecado (Cale-se!)
Quero morrer do meu próprio veneno (Pai! Cale-se!)
Quero perder de vez tua cabeça! (Cale-se!)
Minha cabeça perder teu juízo. (Cale-se!)
Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cale-se!)
Me embriagar até que alguém me esqueça (Cale-se!)

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2 respostas a O Cálice de ontem e hoje…

  1. Matheus Calastro Busso, nº 21, 3ºD diz:

    Uma ditadura silenciosa, onde a mídia nos conforma e o governo nos manipula, dando a nós a falsa ideia que somos livres, que temos nossas próprias ideias. Como afirmou Rousseau, a única maneira de nos livrarmos desse falso pacto, que é uma ditadura, uma escravidão moral e social, é obtendo conhecimento e educação. Setor para qual o governo faz questão de virar as costas e deixar como está. O Cálice de hoje reside não só nos manipuladores, mas também nos manipulados que não deixam ninguém se libertar desse pacto. “Não penso, não existo. Só assisto”

  2. Anónimo diz:

    Criolo Doido, com seu rap requintado, descreve a realidade da classe de baixa renda.

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